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Thiago Uberreich

Jovem Pan recupera entrevista com Didi, bicampeão mundial pela seleção

Eleito melhor jogador da Copa de 1958, o meia revelou que insistiu para que Pelé fosse escalado

Thiago Uberreich

O jogador Didi da Seleção Brasileira na Copa de 58 na Suécia.
selecao08.114701 ANTONIO LÚCIO/ESTADÃO CONTEÚDO

Waldir Pereira, apelidado de Didi (1928-2001), faz parte da galeria dos monstros sagrados da história do futebol mundial. Considerado o melhor jogador da Copa de 1958, na Suécia, ele tinha uma visão ímpar de jogo, distribuía a bola como poucos e cobrava faltas como ninguém. Simplesmente soberbo. O chute “folha seca” era a arma mortal mais conhecida de seu vasto repertório. Dessa forma, Didi “derrubou” os goleiros do Peru, ainda nas eliminatórias, e da França, na semifinal da Copa.

Depois do empate sem gols contra a Inglaterra, ainda na primeira fase, Didi ficou preocupado com o destino da seleção no torneio: passou a dormir mal e a tomar vitaminas receitadas pelo médico Hilton Gosling. Felizmente as coisas melhoraram! A seleção venceu a URSS por 2 a 0 e a classificação para a fase seguinte estava garantida. Neste jogo, Pelé e Garrincha foram escalados pelo técnico Vicente Feola. 

Na finalíssima, em 29 de junho de 1958, a seleção saiu em desvantagem no placar. Coube ao organizador Didi, calmamente, pegar a bola e se encaminhar ao círculo central para a nova saída de jogo. Era uma forma de tranquilizar os companheiros: “Senti que o nosso time esfriou e que o sangue parou de correr. Eu estava dando tempo ao tempo”. O andar lento do jogador também era uma forma de esperar passar a euforia da torcida local.

Em artigo na revista O Cruzeiro, o jornalista Armando Nogueira recordou aquele momento da mais pura agonia para a equipe nacional: “Didi pegou a bola depois do um a zero. A Europa achava que os brasileiros não tinham condições psicológicas de enfrentar a desvantagem no placar”. Para o cineasta Luiz Carlos Barreto, Didi fez uma mise-en-scène.

Nascido em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, marcou época no Botafogo, no Fluminense e ainda teve destaque no Real Madrid, da Espanha. Disputou as Copas de 1954, 1958 e 1962. Depois de pendurar as chuteiras, treinou inúmeros clubes, nacionais e internacionais. Na Copa de 1970, Didi comandou a equipe do Peru que foi eliminada pela seleção brasileira nas quartas de final. 

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Ouça agora uma entrevista que o ex-jogador concedeu à Jovem Pan, ao jornalista Claudio Zaidan, em 1990, ano em que o Rei Pelé completou 50 anos. Didi conta que fez de tudo para que o camisa 10 entrasse em campo na Copa de 1958.