JOVEM PAN

Jovem Pan
TV Ao Vivo
Ligados na Tomada | 00h30 - 01h00
Victoria Abel

Governo teme rombo fiscal em 2026 com possível rejeição da MP de impostos e pauta-bomba aprovada na Câmara

Casa Civil pediu para PT e liderança do governo orientarem contra benefício a servidores da saúde, mas deputados seguiram apelo popular

Victoria Abel

Fernando Haddad
Cerimônia de assinatura da "Medida Provisória Brasil Soberano" no Palácio do Planalto FÁTIMA MEIRA/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO

Aliados do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e integrantes do governo preocupados com o fechamento das contas no ano que vem temem que a junção de duas derrotas para o governo possa levar a um rombo fiscal em 2026, inviabilizando a meta de superávit primário, traçada em 0,25% do PIB. Lideranças do governo no Congresso afirmam que Lula está com uma base cada vez menor, fragilizada, e Centrão quer aproveitar o “trem da alegria” para ampliar gastos.

Caso a medida provisória que aumenta a cobrança de impostos sobre aplicações financeiras seja rejeitada, o prejuízo pode chegar a R$ 30 bilhões no próximo ano, de acordo com governistas. Isso porque, além de não arrecadar cerca de R$20 bilhões, como previsto na proposta original, o texto também prevê uma série de economias que o governo teria ao deixar de bancar descontos tributários.

A MP que taxa as aplicações financeiras foi aprovada ontem em comissão especial, por uma margem apertada de votos. O texto segue para o plenário da Câmara hoje e precisa ter a votação finalizada no Senado até o fim da noite, quando vence a medida provisória. Deputados estimam que faltam ao menos 50 votos para o governo conseguir aprovar a MP na Câmara.

Para tentar avançar com o texto, a estratégia das lideranças do governo será cobrar setores beneficiados com concessões, como a bancada do agronegócio, para votarem favoravelmente. Na terça-feira, o governo cedeu a pressão dos parlamentares ligados do setor e manteve a isenção do Imposto de Renda sobre as LCAs, Letras de Crédito do Agronegócio, uma modalidade de investimento. Para o governo, não há mais mudanças no texto a serem feitas.

Governistas identificam ainda uma movimentação de partidos de centro para aproveitar a fragilidade da base governista e aprovar pautas que geram ainda mais gasto ao Executivo. Nesta terça-feira, a Câmara dos Deputados aprovou uma Proposta de Emenda à Constituição que garante a aposentaria integral para agentes de saúde em todo o país. Líderes estimam que o benefício possa levar a gastos muito acima do planejado em 2026.

[cta-selector name=”model2″ image1=”https://s.jpimg.com.br/wp-content/plugins/CTA-posts-selector/assets/images/640_3anos-JPNews.jpg” text2=”Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!” link3=”https://www.whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S” text4=”WhatsApp” icon5=”fa-brands fa-whatsapp” ]

De acordo com aliados de Haddad e do ministro da Casa Civil, Rui Costa, o Planalto pediu para que as lideranças do PT e do governo orientassem o voto contra a PEC, justamente pelo prejuízo fiscal que poderá causar. Mas deputados da esquerda avaliaram que não teria como ir contra uma proposta popular, de benefício a agentes de saúde.

Governistas avaliam que o próprio PT erra ao “jogar para galera” e focar apenas em discursos para as redes sociais, com apelo popular, sem preocupação com a responsabilidade fiscal.

[jp-related-posts ids=”2065499,2065487″]

Assuntos