Canadá: o ‘porto mais seguro’ da Copa 2026

O nível de preparo para segurança é alto e bem estruturado, com foco em prevenção de crimes comuns em megaeventos

  • Por Wanderley Nogueira
  • 16/03/2026 08h45
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Cole Burston / Getty Images / AFP Passagem Ambassador, na fronteira entre Canadá e Estados Unidos, está bloqueada por comboio de caminhoneiros Passagem Ambassador, a principal na fronteira entre Canadá e Estados Unidos

A Copa do Mundo de 2026 está cada vez mais próxima, e o tema da segurança continua em destaque, especialmente nos co-anfitriões Estados Unidos e México, que lidam com desafios conhecidos: preocupações com violência organizada (como cartéis em algumas regiões mexicanas), polarização política e questões de imigração/visa nos EUA (incluindo restrições recentes e debates sobre aplicação de leis).

Enquanto isso, o Canadá surge como a sede mais “silenciosa” e tranquilizadora nesse quesito. O nível de preparo para segurança é alto e bem estruturado, com foco em prevenção de crimes comuns em megaeventos (roubos, furtos oportunistas, aglomerações), além de ameaças maiores como terrorismo, protestos ou incidentes cibernéticos. As autoridades canadenses (RCMP, polícia local, Public Safety Canada) estão coordenando planos integrados, com investimentos federais significativos (mais de CAD$ 100 milhões só em Toronto, por exemplo) para reforçar operações.

Medidas concretas incluem:

  • Instalação de centenas de câmeras temporárias de vigilância em Vancouver (perto do BC Place) para monitoramento público;
  • Treinamento reforçado em fronteiras (CBSA) contra tráfico humano e exploração;
  • Parcerias entre forças policiais canadenses, sem envolvimento de agências estrangeiras como ICE (EUA) — algo que foi explicitamente negado e chamado de “medo infundado” pela polícia de Vancouver;
  • Precauções básicas valem sempre: fique de olho nos pertences, use transporte oficial ou apps confiáveis, evite áreas isoladas à noite e siga orientações locais;
  • Nada indica risco excepcional ou caos — ao contrário, o Canadá está projetando (e entregando) uma imagem de evento seguro, acolhedor e organizado;
  • Menos violência organizada comparado ao México (onde há preocupações com cartéis em algumas áreas);
  • Menos polarização política e controvérsias de imigração/segurança que afetam os EUA;
  • Toronto (6 jogos) e Vancouver (7 partidas) são cidades super acostumadas a grandes eventos internacionais (Panamericanos, Jogos Olímpicos de Inverno em Vancouver 2010, etc.), com infraestrutura testada e baixa taxa de criminalidade violenta em comparação a muitos anfitriões.

No ranking de segurança de cidades-sede (baseado em índices como crime geral e percepção de turistas), Vancouver e Toronto aparecem entre as mais seguras do trio de anfitriões — frequentemente acima de várias cidades americanas e mexicanas.

Torcedores de seleções como Catar, Suíça, Austrália, Nova Zelândia, Egito, Bélgica e possivelmente Itália (via playoff europeu) podem se preparar para curtir o futebol com mais tranquilidade. Enquanto os outros co-anfitriões enfrentam seus desafios, o Canadá se posiciona como o lugar ideal para focar no jogo, na festa e na vibe positiva.

*com informações de agências internacionais

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.

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