Última Dança de Modrić? Croácia x Revanche do Brasil!
Palco será o Camping World Stadium, em Orlando (EUA), às 21h (horário de Brasília)
Por
Wanderley Nogueira
19/03/2026 18h42
Jewel SAMAD / AFPModric cumprimenta Antony, que lamenta derrota do Brasil para a Croácia
Dia 31 de março de 2026 está chegando, e o Brasil enfrenta a Croácia em um amistoso que vai muito além de um simples jogo de preparação
O palco será o Camping World Stadium, em Orlando (EUA), às 21h (horário de Brasília), e o clima promete ser de revanche – afinal, quem esquece aquela eliminação nos pênaltis da Copa de 2022?
Mas, do lado croata, o jogo carrega um peso extra. A imprensa do país não esconde a preocupação: o time atual é considerado inferior ao de 2022, especialmente no ataque, na vitalidade e naquele “algo a mais” que levou a Croácia ao terceiro lugar no Qatar.
Há um consenso de que o pico da seleção croata foi exatamente naquela campanha histórica, com vice em 2018 e bronze em 2022. Agora, fala-se em transição delicada, com medo de não repetir o “milagre” recente.
Enfrentar o Brasil – uma potência que busca exatamente essa revanche – é visto como o grande teste para provar que ainda podem bater de frente com os gigantes, mesmo sem o elenco estelar de outrora.
Dos 26 convocados, 12 jogadores são remanescentes da Copa de 2022, o que mostra que a espinha dorsal ainda resiste, mas o frescor e o brilho de antigamente parecem mais distantes.
E o maestro? Aos 40 anos (em setembro), Luka Modrić continua sendo o coração do time, o regente em campo.
Para os croatas, esse amistoso (e a Copa do Mundo 2026 em si) representa a “última dança” do ídolo. Ele ainda controla o ritmo, distribui passes precisos e inspira a equipe, mas o tempo não perdoa.
O atual elenco é competitivo, sim, mas apontado como limitado em comparação com o passado glorioso.Nos últimos cinco jogos da Croácia, o retrospecto é modesto: empate com a República Tcheca, vitórias sobre Montenegro (duas vezes), Gibraltar e Ilhas Faroé. Nada que assuste, mas também nada que empolgue como antes.
Dos 26 jogadores, 23 atuam em ligas estrangeiras – sinal de que a base croata exporta talento, mas depende muito da experiência acumulada para se manter no topo.Para o Brasil, é uma oportunidade perfeita de mostrar evolução sob o comando de Ancelotti, testar o elenco em um adversário tradicionalmente complicado e mandar um recado claro: estamos prontos para a mais uma Copa
.Dia 31 de março não é só um amistoso. É revanche.
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