A estratégia do PT para tentar elevar a rejeição de Tarcísio de Freitas em SP
A pré-campanha do PT ao governo de São Paulo pretende explorar as recentes polêmicas envolvendo aliados do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) para tentar aumentar a rejeição do chefe do Executivo paulista em meio ao cenário de ampla vantagem nas pesquisas de intenção de voto. A estratégia foi confirmada por interlocutores da campanha de Fernando Haddad (PT) à Jovem Pan.
Nos bastidores, a avaliação é que a disputa deve ser nacionalizada para associar cada vez mais a imagem de Tarcísio à do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A leitura dos petistas é que os desgastes da campanha do parlamentar poderiam ser transferidos ao governador paulista ao longo da corrida eleitoral.
Um dos pontos que devem ser explorados é a relação de Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A expectativa de integrantes da campanha é utilizar o tema para ampliar o desgaste do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Outro fator citado é a relação familiar de Bolsonaro. Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro estão rachados após um vídeo em que a madrasta acusa o enteado de “humilhação” durante um telefonema. Em reunião com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, Michelle informou que não se movimentará em prol da campanha do senador da República ao mesmo tempo em que colocou em xeque a sua permanência no PL.
A pré-campanha de Haddad também pretende abordar a relação entre Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado (PL), um dos pré-candidatos ao Senado. Embora não tenham uma atuação política diretamente vinculada, Eduardo aparece como primeiro suplente na chapa encabeçada por André.
A estratégia, no entanto, é rechaçada por aliados de Tarcísio. Integrantes da pré-campanha do governador avaliam que a nacionalização da disputa tende a favorecer o próprio chefe do Executivo, que pretende concentrar a campanha na apresentação das entregas da gestão estadual.
Nos bastidores, interlocutores afirmam ainda que a campanha trabalhará para manter uma distância segura entre Tarcísio e Flávio Bolsonaro durante o período eleitoral. A avaliação é que agendas conjuntas devem ser reduzidas ao máximo, embora aliados admitam a possibilidade de participações em alguns eventos ao longo da campanha.
Assuntos
continue lendo
Política
PSD, MDB e União largam na frente por ministérios no Lula 4, mas PT mira outras siglas no Centrão
Presidente negocia formação da base aliada para o quarto mandato e já abriu conversas com Progressistas e Republicanos; distribuição de cargos será parte da articulação com o Congresso; Motta e Alcolumbre devem se aproximar ainda mais do Planalto
- Janones critica disputa por protagonismo em vitória de Lula: ‘A vaidade é uma merda’ Jovem Pan · há 9 minutos
- Aldeias em MS vão receber proteção da Força Nacional Agência Brasil · há 36 minutos
- Ação pede suspensão de salário de Flávio Bolsonaro Agência Brasil · há 37 minutos
- Moraes manda soltar desembargador preso na Operação Unha e Carne Agência Brasil · há 2 horas