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Política

Após recuo de Flávio, líder do PL diz que defende fim da 6×1 pelo trabalhador

O deputado federal ainda disse que o fim da escala 6x1 vai trazer uma conta grande, que seria paga pelo povo

Luísa Câmara

Sóstenes Cavalcante em plenário da Câmara
Sóstenes Cavalcante Marina Ramos/Câmara dos Deputados

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse à imprensa no Senado, nesta quarta-feira (14) que não está preocupado com empresários e sim com os trabalhadores, quando questionado sobre o fim da escala 6×1, que está na pauta do plenário de hoje.

“Não estou preocupado com empresários e sim com o trabalhador. Quem oferece a mão de obra é o trabalhador ele tem a opção de escolher, no final é ele quem escolhe de fato. Horas trabalhadas, horas recebidas, a proposta é dar liberdade ao trabalhador sem base de mínimo, ele poder ter opção”

O deputado federal ainda disse que o fim da escala 6×1 vai trazer uma conta grande, que deve ser paga pelo povo.
“Justo seria pra essa PEC do governo ter uma desoneração de folha. Alguém vai pagar, e quem não paga nunca é o empresário ”, afirmou.

A Casa Alta realiza sua quinta e última sessão de discussão sobre a proposta que visa acabar com a jornada de trabalho 6×1. Logo na sequência, a medida deve ser votada em primeiro turno no Plenário.

O texto da proposta prevê reduzir a jornada de trabalho de 44 horas semanais para o limite de oito horas diárias e 40 horas semanais, com dois descansos semanais remunerados. A mudança não deve ser acompanhada de redução salarial, incluindo os de pisos da categoria.

Flávio muda discurso

O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, recuou e anunciou nesta terça-feira (13) que votará a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6 por 1. Segundo ele, a decisão foi tomada para atender “a maioria da população”. A votação está marcada para esta quarta-feira (14), no Senado.

Flávio defendeu que cabe ao governo compensar eventuais prejuízos aos empresários. “Quem vai pagar essa conta vai ter de ser o governo, porque os empresários estão sufocados. O governo vai ter de bancar essa compensação, porque, obviamente, quando você reduz a jornada de trabalho, será necessária a contratação de mais pessoas”, afirmou.

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