Bolsonaro leva diplomatas à Amazônia para mostrar que não existe ‘sequer um hectare de selva devastada’
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quinta-feira, 22, que irá convidar diplomatas de outros países para uma viagem Manaus-Boa Vista para mostrar que não existe “nada queimando ou sequer um hectare de selva devastada” na Floresta Amazônica. Durante formatura dos alunos do Instituto Rio Branco e imposição de insígnias da Ordem de Rio Branco, o presidente declarou inúmeras vezes que os futuros diplomatas precisam levar “a verdade” sobre o Brasil para os outros país. “O que mais nos precisamos é da verdade. Não podemos nos deixar vencer pela falsa narrativa. O mundo sempre esteve em guerra, nem que seja apenas nas comunicações”, afirmou Bolsonaro. O governo brasileiro tem sido cobrado mundialmente pelos altos índices de desmatamento e incêndios na Amazônia e no Pantanal. O Pantanal, por exemplo, já registra o segundo pior outubro em queimadas para o bioma desde 1998. De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, nos primeiros 14 dias deste mês foram contabilizados 2.536 focos de incêndio. O número, segundo o Inpe, fica atrás apenas do registrado em outubro de 2002, quando houve 2.761 focos.
“Estamos ultimando uma viagem Manaus-Boa Vista, onde convidaremos diplomatas de outros países para mostrar naquela curta viagem de uma hora e meia, que não verão em nossa floresta amazônica nada queimando ou sequer um hectare de selva devastada”, informou o chefe do Executivo. Além da fala sobre o Meio Ambiente, o presidente citou outras áreas em que acredita que a sua gestão está sendo atacada erroneamente. “Precisamos cada vez mais que os senhores mostrem ao mundo que o Brasil está fazendo o que é certo, que nós estamos reformando a nossa economia, estamos cortando gastos, fazendo reformas, combatendo a corrupção pelo exemplo”, disse. Uma das polêmicas recentes do presidente foi causada pela frase ‘Acabei com a Lava Jato porque não tem mais corrupção no governo’. “O nosso governo, ai materializado pelos ministérios, estatais e bancos oficiais. Dado ao critério de escolha de seus representantes, não temos, nesses quase dois anos que se completam, um só ato de corrupção”, declarou durante o evento. O presidente também se defendeu sobre acusações da falta de liberdade de imprensa no país. “Nós preservamos a liberdade de imprensa. Imprensa brasileira, em nenhum momento vocês ouviram desse presidente algo parecido como controle social da mídia. Apesar de tudo, nós suportamos o que vocês escrevem, mostram e divulgam sem qualquer retaliação da nossa parte.”
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