CNA recorre ao STF para defender lei que estabelece marco temporal
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) ingressou com uma petição no STF (Supremo Tribunal Federal) para defender a constitucionalidade da lei (14.701/2023), que estabelece o marco temporal para a demarcação de terras indígenas. No documento, protocolado na quarta-feira, 31, a entidade pede que a participação como amicus curiae – com direito a sustentação oral – na Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 87, proposta pelo PP, PL e Republicanos. “A temática ‘demarcação de terras indígenas’ precisa de pacificação, o que só pode ser feito na via legislativa, buscando-se segurança jurídica para a produção de alimentos no Brasil”, alega a CNA. O relator da matéria é o ministro Gilmar Mendes.
[cta-selector name=”model2″ image1=”https://s.jpimg.com.br/wp-content/plugins/CTA-posts-selector/assets/images/cta_logo_jp_geral.png” text2=”Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!” link3=”https://www.whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S” text4=”WhatsApp” icon5=”fa-brands fa-whatsapp” ]
A CNA lembra ainda que a decisão do plenário do STF no caso da Raposa Serra do Sol foi fundamental para garantir a segurança jurídica, sendo o acórdão da Corte adotado como jurisprudência em questões envolvendo a demarcação de terras indígenas. “O sentimento de segurança jurídica foi, aos poucos, sendo consolidado e fortalecido na medida em que Poder Judiciário, Poder Executivo e Poder Legislativo passaram a, formalmente e oficialmente, incorporar em suas políticas públicas e legislações os termos do Estatuto Constitucional do Índio, tal como definido pelo STF em 2009”, ressalta a entidade, que defende o marco para “garantir segurança jurídica no campo, assegurar o direito de propriedade e evitar que milhares de famílias sejam expropriadas de suas terras, além de impedir o acirramento de conflitos”.
Ao longo da semana, a CNA também recorreu ao Supremo da decisão do ministro Edson Fachin que suspendeu todas as ações que questionavam o processo de demarcação de terras localizadas nos municípios de Guaíra e Terra Roxa, no Paraná. O processo envolve a demarcação está nos autos da Ação Cível Ordinária (ACO) 3555. Na mesma petição, a CNA solicita sua participação como amicus curiae no julgamento desta ação, de autoria da Procuradoria-Geral da República (PGR). A entidade também justifica os pedidos em razão da “mudança inusual, imprevisível e irregular do objeto da ACO nº 3.555”, o que, segundo a CNA, descumpriu a decisão do relator, ministro Dias Toffoli, que encaminhou o caso para uma tentativa de negociação à Câmara de Conciliação e Arbitragem da Administração Pública Federal da Advocacia-Geral da União.
Assuntos
continue lendo
Política
Zanin vai relatar novo pedido do PSD por segundo turno no Rio
Douglas Ruas foi declarado eleito no primeiro turno após anulação dos votos obtidos pelo candidato Anthony Garotinho
- José Sarney recebe alta hospitalar após nove dias de internação Agência Brasil · há 1 hora
- Socióloga com carreira em Itaipu: conheça a primeira-dama Janja Jovem Pan · há 2 horas
- Professor e sociólogo, Leandro Grass tenta vencer Celina Leão pelo governo do DF Júlia Lara · há 2 horas
- ‘Mentiroso Master’: TSE nega remoção de vídeo que acusa Flávio Bolsonaro Estadão Conteúdo · há 2 horas