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Política

Defesa de Bolsonaro pede para STF liberar visita de enteada

Ex-presidente está internado para cirurgia de hérnia e tratamento de soluços persistentes, com segurança monitorada pela PF; Letícia Marianna é filha de Michelle de um relacionamento anterior

Felipe Cerqueira

Michelle Bolsonaro e sua primeira filha, Letícia Marianno
SaveClip.App_573548865_18539659369049645_4776170828442461163_n Reprodução/Instagram/michellebolsonaro

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para que a enteada dele, Letícia Marianna Firmo da Silva, possa visitá-lo durante o período de internação no Hospital DF Star, em Brasília. Ela é a filha mais velha da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, fruto de um relacionamento anterior. O pedido e é dirigido ao ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal. Na petição, os advogados solicitam que a visita seja autorizada enquanto Bolsonaro permanecer hospitalizado para a realização de uma cirurgia programada.

Bolsonaro foi internado na manhã desta quarta-feira (24) para exames pré-operatórios e deve passar por cirurgia nesta quinta-feira (25). O procedimento tem como objetivo corrigir uma hérnia inguinal bilateral e controlar um quadro de soluços persistentes que, segundo médicos, tem afetado sua saúde. Mais cedo, Moraes autorizou as visitas dos filhos Flávio e Carlos Bolsonaro ao ex-presidente, desde que respeitadas as regras do hospital. Também foi permitida a permanência de Michelle como acompanhante, com a determinação de que ela permaneça sem telefone celular durante o acompanhamento.

A cirurgia e a transferência ao hospital foram autorizadas após perícia da Polícia Federal, que classificou o procedimento como eletivo, mas necessário. Bolsonaro está sob custódia da Polícia Federal e foi levado ao hospital sob escolta e forte esquema de segurança. A decisão judicial determina que a permanência no local seja monitorada por agentes federais e que ele retorne à Superintendência da PF após a alta médica.

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A previsão da equipe médica é que a internação dure de cinco a sete dias, a depender da evolução no pós-operatório. Desde o atentado sofrido em 2018, Bolsonaro passou por diversas cirurgias abdominais, o que, segundo especialistas, aumentou a predisposição a aderências e hérnias.

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