Deputado e vereador de Cuiabá são suspeitos em operação que investiga desvio de emendas
A Operação Emenda Oculta, que apura o direcionamento irregular de emendas parlamentares para institutos privados ligados a agentes políticos, foi deflagrada nesta quinta-feira (30) pelo Ministério Público (MP) do Mato Grosso. A investigação envolve o deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) além de seu irmão, o vereador por Cuiabá Cezinha Nascimento (União).
A ação é conduzida pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), com apoio da Polícia Judiciária Civil e da Controladoria-Geral do Estado.
Segundo o MP-MT, durante a operação foram cumpridas medidas de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular relacionadas aos irmãos, ao Instituto Social MatoGrossense (ISMAT) e ao Instituto Brasil Central (IBRACE), que são alvos da operação.
Segundo o Naco, os valores eram repassados à empresa Sem Limite Esporte e Evento LTDA, que depois devolvia em dinheiro aos parlamentares responsáveis pelas emendas.
Durante a operação, os investigadores apreenderam cerca de R$ 200 mil em dinheiro, além de aparelhos celulares, notebooks e documentos que podem contribuir para o avanço das investigações. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal, o não acesso aos bens e o bloqueio de valores dos envolvidos.
Outro lado
A assessoria do vereador Cezinha Nascimento informou à Jovem Pan que os fatos estão sendo devidamente acompanhados e analisados pelas instâncias competentes. “Esclarece-se que, até o presente momento, os advogados ainda não tiveram acesso aos autos, tendo em vista o trâmite sob sigilo. Registra-se, ainda, que o vereador recepcionou os agentes de segurança em sua residência, colaborando de forma integral para o cumprimento das diligências realizadas”, disse em nota.
O vereador deixou claro que aguarda o andamento e os desdobramentos das apurações para uma “eventual manifestação mais aprofundada” e que está à disposição para maiores esclarecimentos.
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso também autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal, bem como a indisponibilidade de bens e o bloqueio de valores dos envolvidos.
A operação contou ainda com a participação de servidores da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
A Jovem Pan entrou em contato com o deputado Elizeu Nascimento, o Instituto Social MatoGrossense (ISMAT) e o Instituto Brasil Central (IBRACE), mas, até o momento da publicação desta reportagem, não obteve resposta. O espaço segue aberto.
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