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Política

Dino autoriza 3º inquérito sobre Lulinha por suposto tráfico de influência

O ministro também autorizou apuração sobre vazamentos ilegais de dados sigilosos em investigações

Matheus Alleoni e Pedro Vilas Boas

Flávio Dino
Flávio Dino Jefferson Rudy/Agência Senado

O ministro Flávio Dino, do STF, autorizou a abertura de um terceiro inquérito da PF sobre Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por suposto tráfico de influência. A decisão foi assinada pelo magistrado na segunda-feira (3).

A Jovem Pan apurou que Dino também autorizou apuração da Polícia Federal sobre vazamentos ilegais de dados sigilosos em investigações, como as que Lulinha é alvo.

Procurada pela reportagem, o advogado Marco Aurélio de Carvalho disse que recebeu com “tranquilidade” a decisão do ex-ministro do governo Lula. “Nós temos consciência plena na condução serena e equilibrada do ministro Flávio Dino, que é um jurista que todos nós admiramos e respeitamos. Vamos aproveitar todas e quaisquer oportunidades pra esclarecer todas e quaisquer dúvidas que possam surgir em razão da atividade pessoal ou profissinal do Fábio”, disse.

Outros inquéritos

Na última sexta-feira (31), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a Polícia Federal a abrir um segundo inquérito para apuração de tráfico de influência junto ao governo federal. Um dos alvos da investigação é o empresário e filho do presidente Lula.

Em pedido ao STF, a PF afirmou ter identificado indícios de irregularidades na atuação de Lulinha junto à empresa de tecnologia da Previdência, o Dataprev, e a outros órgãos do governo federal em favor do empresário Cleber Ribas de Oliveira. Ele é sócio da empresa 3STRUCTURE IT e, segundo a investigação, manteria relação com Antônio Carlos Camilo Antunes, chamado de “Careca do INSS”.

Na quinta-feira (30), o ministro já havia dado aval para a corporação investigar supostos crimes de corrupção e tráfico de influência em autorização para a comercialização de cannabis medicinal em programas ligados ao Ministério da Saúde. Um dos alvos é Lulinha.