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Política

Eduardo Bolsonaro diz que é ‘justo’ fugir de penas do 8 de Janeiro

Deputado defende condenados pelos atos golpistas, nega tratativas de asilo a Jair Bolsonaro e afirma que eleição sem sua família 'não é democrática'

Felipe Cerqueira

Eduardo Bolsonaro
PGR pede abertura de inquérito para investigar atuação de Eduardo Bolsonaro nos EUA contra autoridades brasileiras WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou neste sábado (22) que considera “justo” que condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro tentem fugir do cumprimento das penas, por entender que as condenações seriam injustas.

“É justo todas as pessoas do 8 de Janeiro, o deputado Alexandre Ramagem, se for realmente essa a intenção dele ao ir para os Estados Unidos, fugirem de uma pena injusta. Quando um bandido comete um crime e vai para a cadeia, isso é quase como um acidente de trabalho. Outra coisa é a cabeça de alguém que não cometeu crime algum”, disse à CNN Brasil. A declaração ocorre após a prisão preventiva de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), determinada por violação da tornozeleira eletrônica.

Eduardo afirmou não saber de qualquer tratativa para pedido de asilo político a Bolsonaro e negou ter buscado integrantes da Casa Branca para tratar do assunto. Ele também acusou o ministro Alexandre de Moraes, do STF, de promover “tortura psicológica” contra o ex-presidente e defendeu uma “pressão internacional” pela libertação do pai.

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O deputado ainda disse que a ausência da família Bolsonaro nas eleições de 2026 representaria falta de democracia. “Se for um cenário sem Eduardo, Flávio, Jair, já não há mais democracia. Tanto faz quem será o presidente de direita, porque, por mais que seja de direita, não terá poder para agir livremente. Em tudo que fizer, terá que pedir a bênção do STF”, afirmou.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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