Erika Hilton critica Alcolumbre por travar PEC 6×1 no Senado: ‘Manobra inadmissível’
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), autora da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6×1, fez duras críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), pela falta de avanço da matéria na Casa.
Em entrevista exclusiva à Jovem Pan, a parlamentar afirmou que não há justificativa para que o texto ainda não tenha sido colocado em votação e classificou a situação como “inadmissível”. A declaração aconteceu durante o evento Participa SP realizado com estudantes na capital paulista.
“Com toda certeza, o presidente do Senado poderia pautar a matéria. Não entendi até agora por que não colocou o texto em votação. É muito grave, porque o Congresso está na última semana de trabalho, às vésperas do recesso parlamentar, com todos sabendo que depois tem eleições. Em eleição não tem Congresso pautando. Essa parece uma manobra para não pautar um tema relevante que mobilizou o Brasil. Qualquer lugar que você vai, falam do fim da escala 6×1. A gente deve pressionar ainda esta semana. É inadmissível que o Senado não cumpra seu dever com a classe trabalhadora brasileira.”, disse Erika.
A proposta voltou ao centro do debate político nas últimas semanas e aumentou a pressão sobre Alcolumbre, responsável por definir a pauta do Senado. Embora a PEC já tenha avançado na Câmara dos Deputados, a tramitação no Senado segue sem calendário definido e sequer foi encaminhada para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Haddad quer ver a PEC antes das eleições
O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou esperar que o Senado analise a proposta antes das eleições. Haddad disse que, como cidadão, tem expectativa de ver a PEC do fim da escala 6×1 votada ainda antes do período eleitoral.
As declarações reforçam a pressão de integrantes do Partido dos Trabalhadores pela votação da matéria. O presidente nacional da legenda, Edinho Silva, orientou militantes, ativistas e apoiadores a intensificar a mobilização política para que o Senado coloque a proposta em pauta antes do calendário eleitoral.
Os trabalhos legislativos na Câmara dos Deputados e no Senado seguem até 17 de julho, antes do recesso parlamentar. Embora as atividades sejam retomadas em agosto, a campanha eleitoral tende a reduzir significativamente a presença dos parlamentares em Brasília até pelo menos o início de outubro, após a realização do primeiro turno das eleições.
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