Fim da jornada 6×1 avança na Câmara, mas divide partidos
Encaminhada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a pauta que propõe o fim da jornada de trabalho no modelo 6×1 tem gerado divisão de opiniões entre os parlamentares.
O PL ainda não decidiu se votará a favor ou contra o projeto e orientou seus deputados a não concederem declarações públicas neste momento. Ainda assim, os poucos que se manifestaram até agora se posicionaram contra a proposta.
O deputado federal Coronel Tadeu (PL-SP) criticou a medida. “Na prática, é mais um projeto que não cria riqueza. Pior do que isso, distribui prejuízo. Descanso sem emprego não é dignidade, é desemprego”, afirmou.
Ao lado da base governista, o apoio à proposta é quase unânime. A deputada federal Erika Kokay (PT-DF) defende a mudança. “Acabar com a jornada 6×1 é a defesa da vida”, declarou.
No mesmo sentido, a deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) reforçou o posicionamento favorável. “A jornada 6×1 sobrecarrega, adoece e tira direitos. Trabalhar não pode significar exaustão”, disse.
Se, assim como em outras pautas recentes, a polarização prevalecer no Congresso, a definição do resultado pode ficar nas mãos de parlamentares que não estejam diretamente alinhados ao PT ou ao PL.
No União Brasil, por exemplo, há divergências. O deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) se posiciona contra o texto atual.
“Não existe solução fácil, não existe mágica. Para a escala funcionar, a gente precisa cortar gastos inúteis, principalmente com parlamentares, juízes e promotores. Essa PEC até pode ser aprovada, pela covardia dos parlamentares em ano eleitoral. Mas ela não vai gerar efeito”, afirmou.
Segundo Motta, o projeto deve ser votado em maio deste ano.
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