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Política

Glauber Braga fala em ‘ofensiva golpista’ após ser retirado à força da mesa da Câmara

Deputado comparou o ocorrido nesta terça (9) com o dia em que a mesa diretora foi sequestrada por ocupada por 48h: 'Ali sobrou diálogo e negociação'

Sarah Américo

Glauber Braga
Glauber Braga Bruno Spada / Câmara dos Deputados

O deputado Glauber Braga (PSol-RJ) criticou, nesta terça-feira (9), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), após ser retirado à força da mesa. “Única coisa que pedi para Hugo Motta foi que ele tivesse 1% do tratamento comigo que ele teve com aqueles que sequestraram a mesa diretora por 48h em associação com o deputado que está nos Estados Unidos conspirando contra o nosso país”, disse.

“Ali sobrou negociação e diálogo e em nenhum momento foi cogitado a possibilidade de retirada a força daqueles deputados pela polícia”, afirmou o deputado logo após ser retirado do plenário.

Na hora que a confusão aconteceu, a imprensa que estava no local cobrindo a votação, foi obrigada a se retirar e a transmissão da TV Câmara foi encerrada. A ação motivou ainda mais críticas do Braga. “Estou aqui há um tempo e até hoje não tinha ouvido falar em cortarem o sinal da TV câmara para que as pessoas não acompanhassem o que estava acontecendo no plenário”. Segundo ele, o que está acontecendo neste momento é uma “ofensiva golpista”, e que a votação da sua cassação para inegabilidade de oito anos não é um fato isolado, já que no mesmo pacote a Câmara também quer votar uma anistia que não é dosimetria.

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“A minha presença hoje na mesa diretora da câmara foi para demonstrar que a gente não pode se render”, disse, disse que o fato de ter denunciado o orçamento secreto e “batido de frente com o todo-poderoso Arthur Lira”, não é motivo para cassação, agora é motivo para cassá-lo é motivo. “Tentativa de silenciamento”, disse Braga.

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