Haddad afirma que ‘dois governos deram as mãos para chegar o dia de hoje’ em leilão do Santos-Guarujá
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta sexta-feira (5) que a construção do túnel submerso entre Santos e Guarujá, licitada na tarde desta sexta-feira (5), demonstra a volta do espírito republicano no Brasil. Os investimentos do projeto serão divididos com o governo de São Paulo, de Tarcísio de Freitas, um potencial adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições do ano que vem.
O martelo do leilão, vencido pela portuguesa Mota-Engil, foi batido por Tarcísio com o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. Ao abrir o seu discurso, Haddad afirmou que ninguém quer uma polarização do tipo autoritário, na qual o objetivo é eliminar o adversário. “Aqui nós estamos dando uma demonstração da volta do espírito republicano para o Brasil. Da volta do espírito de parceria para o Brasil”, declarou o ministro da Fazenda. “Esse espírito que deveria presidir os trabalhos da Federação sempre. Eu vejo aqui e ali na imprensa a menção à disputa de protagonismo por essa obra. Se tem uma coisa que não aconteceu no túnel Santos-Guarujá, foi disputa por protagonismo”, acrescentou Haddad.
Desde o começo, emendou o ministro, o diálogo do governo federal com a administração estadual foi republicano para viabilizar a obra. “Ninguém ficou querendo sair na foto para deixar o outro para trás. Os dois governos deram-se as mãos pra chegar no dia de hoje e celebrar essa grande contratação”.
Haddad ressaltou que o projeto do túnel é resultado de um “esforço conjunto”, iniciado quando Alckmin era o governador do Estado. “Ao longo desses anos, nós fomos elaborando os trabalhos para viabilizá-lo”, pontuou.
O ministro aproveitou para reforçar também que o governo retomou os investimentos em infraestrutura. “Nós estamos há muitos anos sem investimento em infraestrutura. E aqui envolve orçamento geral da União, orçamento geral do governo estadual. Ou seja, envolve dinheiro público, envolve uma estatal, uma autoridade portuária que permaneceu em mãos do Estado brasileiro”, assinalou.
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Para Haddad, o leilão do túnel representa a realização de mais um sonho antigo. “O presidente Lula tem o bom hábito de tentar realizar velhos sonhos que pareciam irrealizáveis”, disse o ministro, citando, além do túnel, a transposição do rio São Francisco e a reforma tributária. “O presidente Lula tem esse bom hábito de não invocar a paternidade da ideia. Se a ideia é boa, ela tem que sair do papel. Se a ideia é boa, não importa como nós vamos viabilizar. Se vai ser em parceria com o governo da situação, da oposição. O importante é que a população de São Paulo finalmente vai ver uma obra imaginada 100 anos atrás sair do papel”, concluiu.
*Com informações do Estadão Conteúdo
Publicado por Nícolas Robert
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