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Política

Lula não vai às cerimônias de posse dos presidentes do Peru e Colômbia

Segundo fontes, o chefe do Executivo optou não ir aos eventos por estar focado em cumprir agenda no Brasil

Júlia Lara e Júlia Mano

Presidente Lula (PT) chegando no G7, nesta quarta-feira (17)
Com a guinada à direita na América do Sul, Lula está praticamente isolado na região LUDOVIC MARIN / AFP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não participará das cerimônias de posse dos presidentes eleitos Keiko Fujimori, no Peru, e Abelardo de la Espriella, na Colômbia. A informação foi divulgada pela Folha de S. Paulo e confirmada pela Jovem Pan.

Segundo fontes do Palácio do Planalto, Lula não vai aos eventos por estar focado em cumprir a agenda no Brasil e nas demandas nacionais. A ausência do petista nas posses se dá em um momento de guinada à direita na América do Sul.

O atual presidente da Colômbia, Gustavo Petro, foi o responsável por colocar a esquerda no poder do país. Ele será sucedido por Espriella, de extrema direita. Ao dar parabéns ao empresário, Lula destacou que a amizade do Brasil com o país “transcende ideologias”.

No Peru, Keiko sucede o marxista José María Balcázar. Entretanto, o presidente interino fará a passagem de poder à direitista após uma série de deposições de chefes de Estado. No pleito anterior, de 2022, os peruanos elegeram o líder sindical Pedro Castillo.

Atualmente, a Argentina, a Bolívia, o Chile, o Equador e o Paraguai são liderados por governos de direita ou extrema direita. Já a Venezuela está sob influência dos Estados Unidos desde a captura do ex-líder Nicolás Maduro. Só a Guiana, o Suriname e o Uruguai têm mandatários de esquerda. Com essa composição no continente sul-americano, Lula fica praticamente isolado na região.

Em março, o petista desistiu de comparecer à posse do presidente chileno, José Antonio Kast. O governo brasileiro foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Estiveram presentes no evento o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.

Para a posse de Keiko, marcada para 28 de julho, Vieira deve comparecer novamente na condição de representante do Palácio do Planalto. Já para a cerimônia de Espriella, agendada para 7 de agosto, não está definida a comitiva brasileira.