‘Nanicos projetos de ditadores, como esse cara de São Paulo’, diz Bolsonaro sobre obrigatoriedade da vacina
O presidente Jair Bolsonaro aplaudiu nesta manhã de quinta-feira, 22, a fala da vice-diretora da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mariângela Simão, à CNN, sobre a entidade não recomendar a obrigatoriedade da vacina contra Covid-19 nos países. Segundo ela, “isso é para cada país decidir”. “Dessa vez acho que estão se informando corretamente, talvez me ouvindo até”, disse o presidente, que, em seguida, atacou novamente o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), o chamando de “ditador” por ter declarado a obrigatoriedade do imunizante no Estado de São Paulo. Bolsonaro e Doria têm se atacado diariamente desde a declaração do governador. Os ânimos se acirraram esta semana após o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, declarar, na terça-feira, 20, o compromisso de aquisição de 46 milhões de doses da CoronaVac, vacina desenvolvida em conjunto pelo Instituto Butantan e pela empresa chinesa Sinovac, por parte do governo federal. Ontem, 21, o presidente ordenou que a pasta negasse o compromisso.
“Ontem a OMS se manifestou contra a obrigatoriedade da vacina e disse que é contra medidas autoritárias. Quer dizer que a OMS se manifestou depois que eu já havia me manifestado. Dessa vez acho que estão se informando corretamente, talvez me ouvindo até“, respondeu o presidente a um apoiador. “Realmente impor medidas autoritárias só para esses nanicos projetos ditadores, como esse cara de São Paulo. Não ouvi dizer nenhum chefe de estado do mundo dizendo que iria impor vacina quando ela tivesse, ninguém”, disse Bolsonaro sem citar Doria. “Isso é uma precipitação, mais uma maneira de levar terror junto à população. Até porque, tomar uma vacina que não tem um certo tempo de comprovação científica, fica muito difícil”, completou. O presidente já havia questionado a vacina chinesa em post em seu Facebook na manhã de quarta-feira. Ele chamou a Coronavac de “vacina chinesa de João Doria” e afirmou que “o povo brasileiro NÃO SERÁ COBAIA DE NINGUÉM”. “Não se justifica um bilionário aporte financeiro num medicamento que sequer ultrapassou sua fase de testagem”, disse. Hoje, Bolsonaro ressaltou que é um direito de cada um tomar ou não e que a fala de Doria é uma irresponsabilidade porque não existe uma vacina eficaz. O presidente terminou dizendo: “Parabéns à OMS, começaram a acertar. Tão começando agora a se informar melhor”.
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