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Política

Presidente da Paraná Pesquisas apoia selo do TSE para premiar institutos: ‘ideia não é punir’

Para Murilo Hidalgo, a medida proposta pelo tribunal deve descentralizar o mercado e dar visibilidade aos institutos regionais

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Urna eletrônica
Selo do TSE vai premiar pequenas empresas, diz presidente da Paraná Pesquisas Reprodução

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estuda a implementação de um “selo de qualidade” para institutos de pesquisa eleitoral. A medida, proposta pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, visa destacar as empresas que apresentarem metodologias mais assertivas e resultados próximos aos das urnas na véspera do pleito.

Para o Jornal da Manhã, da Jovem Pan, o presidente da Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, avaliou que a novidade não deve ser encarada como uma punição para quem erra, mas sim como um incentivo técnico e comercial, especialmente para empresas de menor porte. Hidalgo afirmou ver muito mais o intuito de premiar quem chegar próximo dos resultados do que propriamente punir ou trazer algum demérito para quem não acertar.

Segundo o empresário, o selo proposto pelo Tribunal pode descentralizar o mercado de pesquisas no Brasil, hoje concentrado em grandes marcas nacionais. Como os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) também deverão conceder a certificação em âmbito estadual, pequenas empresas locais que realizarem um trabalho preciso ganharão uma visibilidade inédita.

O diretor acredita que a medida aumentará o número de pesquisas contratadas no país, pois pequenos institutos regionais buscarão o selo como chancela de credibilidade, transformando a novidade em uma grande oportunidade de projeção comercial. Essa dinâmica deve beneficiar os pequenos institutos nas eleições municipais, funcionando como um fator de quebra de monopólio no setor.

Por outro lado, Hidalgo alertou que grandes corporações de pesquisa, que realizam um volume muito maior de levantamentos, estarão mais expostas a oscilações e margens de erro, o que pode fazer com que fiquem sem a certificação em determinados momentos.

Questionado sobre as discrepâncias frequentes entre os resultados apresentados por diferentes institutos na véspera das eleições, Hidalgo defendeu que o eleitor precisa analisar o histórico de cada empresa. Ele explicou que, atualmente, existem múltiplos métodos válidos de coleta — como entrevistas presenciais residenciais ou em pontos de fluxo, telefônicas e online.

No entanto, o fator crucial é a comparação do resultado final com o histórico de atuação do instituto. O diretor relembrou o desempenho da Paraná Pesquisas em pleitos anteriores, nos quais obteve resultados muito próximos aos das urnas tanto no primeiro quanto no segundo turno, e pontuou que, caso o selo já existisse, a empresa teria sido chancelada. Ele concluiu reforçando o apoio à medida em estudo no TSE, avaliando que a transparência sobre quem entrega os dados mais precisos é um ganho direto para o eleitor e para a higidez do processo democrático.

Veja a entrevista: