‘Ricardo Barros é comandante de esquema de roubalheiras que assaltou o Ministério da Saúde’, diz Renan
O relator da CPI da Covid-19, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou, nesta terça-feira, 31, que o líder do governo do presidente Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR), é “o comandante de um dos maiores esquemas de roubalheira que assaltou, entre outros órgãos, o Ministério da Saúde” – por decisão do emedebista, o parlamentar do Centrão foi incluído na lista de investigados pelo colegiado. A declaração foi dada em coletiva de imprensa, concedida antes do início da sessão da comissão. Sem depoimentos, os senadores devem votar requerimentos de informações e convocações.
“Ricardo Barros é o comandante de um dos maiores esquemas de roubalheira que assaltou, entre outros órgãos, o Ministério da Saúde. Isso está tudo, evidentemente, compravado agora pelo FIB Bank, pela sua relação com Roberto Ferreira Dias [ex-diretor de Logística da pasta, exonerado após ter sido acusado de pedir propina para a compra de vacinas], pela maneira como roubavam, publicavam a arquitetura do próprio roubo. Isso é uma coisa inédita na própria história da corrupção. O papel desse Ricardo Barros na vida nacional é um papel lamentável. Ele precisa ser exemplarmente punido por tudo isso”, disse Calheiros a jornalistas.
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O senador foi questionado sobre uma reportagem do jornal O Globo, publicada nesta terça-feira, 31, segundo a qual o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) aponta, em relatório enviado à CPI da Covid-19, que Ricardo Barros teve “movimentação financeira incompatível com o patrimônio, a atividade econômica ou a ocupação profissional e a capacidade financeira”. De acordo com o órgão, o líder do governo movimentou R$ 169.849,97 acima da capacidade declarada. No período compreendido entre 1º de março e 31 de março de 2021, as transferências do parlamentar somaram R$ 418 mil, o equivalente a 94% do que o deputado diz ter como patrimônio líquido declarado (R$ 446 mil).
Em seu perfil no Twitter, Ricardo Barros rebateu as declarações do relator da CPI da Covid-19. “Senador Renan e a CPI não têm nada contra mim e não terão. Minha conduta é ilibada. Entendo o desespero de não terem concretude nas suas acusações. Só querem atacar o governo do qual sou lider. Enganar o STF não resolve a falta de consistência da CPI. Só causam danos ao Brasil”, escreveu.
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