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Política

Sem ‘Caso Master’ e ‘INSS’, mas defendendo reformas, PT lança manifesto para as eleições

Documento de 8 páginas, intitulado 'Construindo o futuro: Manifesto do PT para seguir transformando o país', começa falando das tensões geolpolíticas mundias

Sarah Américo

Presidente Lula (PT) durante cerimônia de lançamento do Programa 'Farmácia Popular do Brasil'
Presidente Lula (PT) durante cerimônia de lançamento do Programa 'Farmácia Popular do Brasil' Ricardo Stuckert / PR

O Partido dos Trabalhadores lançou um manifesto com as estratégias para as eleições de 2026 e a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O texto foi aprovado neste domingo (26) e não teve a participação do mandatário brasileiro – ele passou por duas cirurgias na última sexta (24). O programa, a provado com unanimidade,  será discutido nas próximas semanas pelo diretório nacional do partido.

O documento foca na comparação da gestão do presidente Lula com a do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), além de estabelecer um plano do que deve ser destaque em um eventual quarto mandato do petista. Entretanto deixou de fora referências ao Banco Master e o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), mas apostou nas reformas que dizem fazer parte de um “um projeto nacional de desenvolvimento, orientado por objetivos estratégicos claros e sustentado por uma correlação de forças capaz de
enfrentar privilégios historicamente consolidados.”.

O manifesto do partido oficializa o apoio ao fim da escala de trabalho 6×1 e outras seis necessárias, como:

  • Reforma política e eleitora;
  • Reforma tributária;
  • Reforma tecnológica;
  • Reforma do Poder Judiciário;
  • Reforma administrativa.

“Esas reformas estruturantes organizam o núcleo estratégico do projeto nacional e consolidam o caminho que o Brasil já começou a trilhar.”, diz. “Elas implicam a continuidade e o aprofundamento das políticas públicas e projetos estruturantes em curso. E exigem que o Brasil dê um passo além neste próximo ciclo: que consolide este legado.”, acreita.

Força do Brasil e defesa soberania

O documento de 8 páginas, intitulado “Construindo o futuro: Manifesto do PT para seguir transformando o país”, começa falando das tensões geolpolíticas mundias. “As eleições de 2026 serão disputadas no Brasil em um cenário de avanço da extrema-direita e do fascismo nos principais países da Europa e das Américas.”, diz. “Sistema que se organiza sob a lógica da concentração de riqueza, diante do colapso, não corrige suas distorções: socializa prejuízos e preserva privilégios.”, acrescenta.

“A democracia é tensionada pela desinformação e pela captura do espaço público por interesses privados. Nesse contexto,  reeleição do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva é decisiva para o futuro do Brasil e para o campo democrático internacional.”.

Parte do documento alfineta os EUA, dizendo que a ordem internacional sob hegemonia dos Estados Unidos se desestabiliza diante da ascensão de novas potências. “Guerras, sanções, bloqueios e intervenções voltam ao centro do tabuleiro geopolítico, corroendo o direito internacional e aprofundando crises”, diz o documento. “A democracia, cada vez mais mediada por plataformas privadas, tornou-se terreno de disputa desigual.”, acrescenta.

Terras raras 

Outro assunto que se fez presente no manifesto, fora as terras raras, da qual o PT enfatizou que é imperativo que
o Brasil assuma o protagonismo sobre suas reservas “Explicar o valor desses recursos é explicar a nossa independência: sem terras raras, não há transição energética nem soberania digital.”, diz.

” Brasil detém uma das maiores reservas do planeta e não pode aceitar o papel de mero exportador de minério bruto; nosso projeto exige que o processamento e a inteligência sobre esses minerais ocorram em solo nacional, gerando empregos qualificados e protegendo nossa riqueza contra a cobiça internacional.”, acrescenta.