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Política

União Brasil convoca reunião para decidir se expulsa o ministro do Turismo, Celso Sabino

Partido o acusa de infidelidade partidária após ele recuar da decisão de deixar o governo Lula, contrariando o ultimato dado pela federação União-PP

Felipe Cerqueira

Celso Sabino e Lula
54833729630_cbd1f2fc74_k Alessandra Serrão/MTur

O União Brasil deve decidir na quarta-feira (8) se expulsa o ministro do Turismo, Celso Sabino, por infidelidade partidária. A reunião da executiva nacional foi anunciada neste domingo (5) pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), em postagem nas redes sociais. Segundo Caiado, o partido também discutirá a dissolução do diretório estadual do Pará, presidido por Sabino. “O União Brasil precisa ser comandado por quem realmente se posiciona contra o governo do PT e luta contra a venezuelização do Brasil”, afirmou o governador.

A medida ocorre após Sabino recuar da decisão de deixar o governo federal, contrariando o ultimato dado pela federação União Progressista, formada entre União Brasil e PP. O grupo determinou que seus filiados com cargos federais deveriam se desligar do governo sob pena de expulsão. Em 26 de setembro, o ministro havia apresentado pedido de demissão, mas acabou permanecendo no cargo a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na última quinta-feira (2), ele declarou que apoiará Lula “onde quer que esteja”.

O processo disciplinar contra Sabino foi aberto no dia 30 de setembro e está sob relatoria do deputado Fábio Schiochet (União Brasil-SC), que deve apresentar parecer na reunião da executiva. Segundo o parlamentar, espera-se que o ministro “tenha coerência e siga a orientação do partido”.

A eventual dissolução do diretório no Pará pode dificultar os planos eleitorais de Sabino, que pretende concorrer ao Senado em 2026. A participação do ministro em eventos como o Círio de Nazaré e a COP 30, que será realizada em Belém, é vista como estratégica para fortalecer sua visibilidade política.

O União Brasil, que no início do governo se declarou parte da base de apoio de Lula, mudou de posição em 2025 e passou a adotar uma linha de oposição. Junto ao PP, forma hoje a federação União Progressista, que reúne 109 deputados federais e 13 senadores, configurando-se como o maior bloco da Câmara.

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Situação semelhante ocorre com o ministro do Esporte, André Fufuca (PP-MA), que também resiste em deixar o governo. Apesar da pressão do Progressistas, ele deve acompanhar Lula em agenda no Maranhão na segunda-feira (6).

*Com informações de Janaina Camelo

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