Viana diz que Senado irá investigar possível vazamento da sala-cofre da CPMI do INSS
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), disse que a Polícia Legislativa do Senado irá investigar possível vazamento de informações da sala-cofre da comissão, que teve acesso a informações no telefone apreendido de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Essa decisão foi anunciada nesta terça-feira (17) um dia depois de o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) determinar o bloqueio do acesso de integrantes da CPI ao conteúdo presente no aparelho de Vorcaro.
Viana já tinha manifestado preocupação de que o conteúdo obtido pela CPI pudesse ser vazado, de modo a invalidar provas que poderiam ser usadas contra Vorcaro.
“Essa informação (sobre os vazamentos) será devidamente investigada pela polícia do Legislativo. O que nós sabemos é que, infelizmente, existiram tentativas e vazamentos de algumas informações que deveriam permanecer apenas no âmbito da investigação e informações particulares ligadas à quebra de sigilo do senhor Daniel Vorcaro, que poderiam inviabilizar as provas”, disse Viana a jornalistas.
Segundo o presidente, a prioridade da comissão é preservar o material para evitar anulação de provas. Haverá uma reunião com a advocacia do Senado na tarde desta quinta-feira, 19, para analisar a decisão de Mendonça.
“Primeiro, nós temos que seguir as regras. E, ao mesmo tempo, fazermos um questionamento ao gabinete do ministro de quando esse material será devolvido, assim que as informações privadas forem retiradas desse escopo. Eu espero que o mais breve possível o material esteja de volta para que a gente possa completar o trabalho de análise e os parlamentares terem sequência dos trabalhos”, disse Viana.
O conteúdo presente no celular de Vorcaro estava armazenado em computadores numa sala-cofre desde a última sexta-feira (13). Apenas integrantes da CPMI do INSS e uma lista selecionada de assessores desses parlamentares poderiam analisar esse material. A esse grupo só era permitida a possibilidade de fazer anotações – estava proibida a entrada de dispositivos eletrônicos na sala, protegida por um detector de metais.
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*Estadão Conteúdo
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