Bolsonaro erra na forma de se comunicar, mas compra briga contra o autoritarismo, diz Constantino

Comentaristas do programa 3 em 1, da Jovem Pan, analisaram as declarações recentes do presidente sobre imunização de crianças

  • Por Jovem Pan
  • 07/01/2022 17h58
Foto: José Dias/PR Jair Bolsonaro Em entrevista, Bolsonaro voltou a atacar a vacinação infantil contra a Covid-19

O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a atacar a vacinação infantil contra a Covid-19. Em entrevista à TV Nova Nordeste, Bolsonaro minimizou o número de mortes causadas pelo coronavírus nesta faixa etária. “Você vai vacinar seu filho contra algo que o jovem, por si só, pegando o vírus, a possibilidade dele morrer é quase zero. O que que está por trás disso? Qual o interesse da Anvisa por trás disso? Qual o interesse das pessoas taradas por vacinas? É pela sua vida? É pela sua saúde? Se fosse, estariam preocupadas com outras doenças no Brasil, porque não estão. Como se trata de crianças, não se deixem levar pela propaganda, conversem com seus vizinhos. Quantos garotos contraíram Covid-19 e não aconteceu absolutamente nada?”, disse Bolsonaro. Parte da declaração do presidente contradiz o Ministério da Saúde, que contabiliza 388 mortes de crianças entre 5 e 11 anos desde o início da pandemia.

Durante sua participação no programa 3 em 1, da Jovem Pan, o comentarista Rodrigo Constantino analisou as declarações de Bolsonaro, dizendo que o presidente erra na forma como se comunica com a população, mas que, mesmo assim, está comprando uma briga contra a histeria coletiva e o autoritarismo envolvendo a vacinação infantil. “Uma vez mais, o presidente erra pela forma de se comunicar. Ele está comprando uma briga quase sozinho entre as lideranças do mundo. Todo mundo está embarcando na histeria coletiva e no autoritarismo. Passaporte vacinal, sair vacinando crianças repetindo que ‘não é experimental’ quando o próprio acordo diz que é. Tem muita coisa estranha e suspeita. Estão hiper-dimensionando o risco. Trezentas mortes em dois anos em um universo de dezenas de milhões não é algo que, se a pessoa souber fazer conta, ela deixa de sair de casa, fica apavorada e sai colocando uma substância que está em estudo no corpo da sua criança como se ela fosse uma cobaia. Existe um exagero. Mas Bolsonaro poderia falar isso com um esforço maior para não soar como alguém que está ignorando os casos raríssimos que acontecem”, afirmou Constantino.

Confira o programa desta sexta-feira, 7: