‘Bom ministro precisa ser durão e dizer mais não do que sim’, diz Constantino sobre Paulo Guedes

Durante sua participação no 3 em 1 desta quinta-feira, 11, comentarista afirmou que tensão entre os poderes sempre existiu e defendeu responsabilidade fiscal como prioridade para o governo

  • Por Jovem Pan
  • 11/02/2021 18h14 - Atualizado em 11/02/2021 19h25
CLÁUDIO MARQUES/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOGuedes foi elogiado pelo comentarista

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) cobrou o ministro da Economia, Paulo Guedes, para a retomar o auxílio emergencial, implantado em 2020 para ajudar milhões de brasileiros durante a pandemia de Covid-19. Em meio às negociações, o ministro atrelou a possível retomada do auxílio à aprovação de medidas de ajuste fiscal. A cobrança de Lira gerou um pequeno atrito entre o Poder Executivo e o Legislativo. Entretanto, para o comentarista Rodrigo Constantino, a atuação de Guedes no comando do ministério tem sido boa. O elogio foi feito durante sua participação no programa 3 em 1, da Jovem Pan.

Constantino comentou sobre a tensão existente entre os poderes e disse que o governo precisa priorizar a responsabilidade fiscal. “O bom ministro da economia tem que ser alguém tido como ‘durão’ e que diz muito mais não do que sim. […] Por isso mesmo, eu vejo como importante ter alguém como Paulo Guedes no Ministério da Economia, que é firme nesta postura”, disse Constantino, que continuou: “Eu vejo como natural a tensão que vai existir daqui pra frente e sempre existiu entre  o Congresso e o Executivo e principalmente o ministro da Economia, que é o responsável pela chave do cofre no poder executivo. […] O cobertor é curto. Todo mundo tá vendo a situação de penúria, não só nas contas públicas. Situação de desemprego, fome e miséria. Ao mesmo tempo, como já vem alertando o presidente Bolsonaro, é preciso ter responsabilidade fiscal, senão é ainda pior. Se não vem a inflação, vem uma espiral de problemas causadas pelo abandono da responsabilidade e da austeridade”.

Durante sua fala, Constantino também criticou partidos e políticos que pedem a retomada do auxílio sem levar em conta a responsabilidade fiscal e os impactos de uma eventual ampliação para os cofres públicos no Brasil. “O congressista, por via de regra, vai querer jogar para a plateia. Vai querer posar de bonzinho. É muito fácil você ser altruísta com recursos alheios. Passar o chapéu com o esforço dos outros é mais fácil. Mas isso levaria a uma situação fiscal ainda mais delicada. E isso ia levar ao aumento da taxa de juros, a uma queda maior da economia. Se o Banco Central chancelar a irresponsabilidade isso levará à inflação, que é o pior imposto que existe para os pobres”, disse o comentarista, que concluiu: “A novidade é que tem uma turma tucana flertando com esse tipo de postura e isso é muito ruim. Que esse caminho é o caminho da destruição. Ainda bem que o governo federal está sendo mais firme”.

Confira a íntegra do programa 3 em 1 desta quinta-feira, 11: