Constantino diz que CPI ‘arregou’ e que ‘clima persecutório dificulta contratos’

Declaração foi dada pelo comentarista durante o programa 3 em 1, da Jovem Pan, que debateu o depoimento de Ricardo Barros à Comissão Parlamentar de Inquérito

  • Por Jovem Pan
  • 12/08/2021 18h02 - Atualizado em 12/08/2021 19h18
Michel Jesus/Câmara dos Deputados Ricardo Barros em audiência na Câmara Líder do governo na Câmara foi ouvido pela CPI nesta quinta-feira, 12

Depois de uma sessão bastante tumultuada, com duas interrupções causadas por bate-boca entre governistas e a cúpula da CPI da Covid-19, o presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), encerrou a oitiva desta quinta-feira, 12, e decidiu convocar o líder do governo do presidente Jair Bolsonaro na Câmara dos DeputadosRicardo Barros (PP-PR), para um novo depoimento. O parlamentar do PP compareceu, a princípio, na condição de convidado, mas, agora como convocado, será obrigado a comparecer e dizer a verdade. Os senadores tinham o objetivo de esclarecer se Barros tinha algum envolvimento com o processo de compra de 20 milhões de doses da vacina Covaxin – o contrato foi rescindido pelo Ministério da Saúde após denúncias de irregularidades feitas pelo deputado Luis Miranda (DEM-DF) e seu irmão, Luis Ricardo, chefe de Importação da pasta.

Durante sua participação no programa 3 em 1, da Jovem Pan, desta quinta, o comentarista Rodrigo Constantino falou sobre o tema, dizendo que os membros da CPI se sentiram expostos após serem confrontados por Barros. “A gente pode resumir o que aconteceu da seguinte forma: a CPI ‘arregou’. Em português bem claro, eles ‘arregaram’ para Ricardo Barros, porque ele rebateu as acusações. […] Ele mostrou vídeos, e começou mostrando o vídeo do próprio Randolfe pressionando pela vacina Covaxin, ‘pressão atípica’ para trazerem logo a vacina para o Brasil. Tudo isso desconcertou a turma que vive de narrativas, que ficou exposta. Sabiam que as coisas tenderiam a piorar com o passar do tempo, então preferiram encerrar logo”, afirmou Constantino. O comentarista continuou, dizendo que a CPI dificulta a efetivação de novos contratos por vacinas, como afirmou o deputado. “O depoente está certo. É óbvio que essa CPI e esse clima persecutório dificultam os contratos. Ainda mais que a gente sabe que as cláusulas são leoninas, no caso da Pfizer, por exemplo. Imagina se fosse hoje que a gente tivesse que assinar contrato. É óbvio que afasta”, concluiu.

Confira a íntegra do programa desta quinta-feira, 12: