Constantino diz que essência do PT é ditatorial: ‘Lula fundou Foro de SP e nunca teve visão democrática’

Comentaristas do programa 3 em 1 desta terça-feira, 23, analisaram e debateram as declarações sobre o petista, que comparou o governo de Angela Merkel na Alemanha ao de Daniel Ortega

  • Por Jovem Pan
  • 23/11/2021 17h58 - Atualizado em 23/11/2021 17h59
MATEUS BONOMI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDOEx-presidente comparou governo de Ortega ao de Angela Merkel na Alemanha

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) minimizou a reeleição do ditador da Nicarágua, Daniel Ortega, e traçou uma comparação entre o tempo de poder da chanceler alemã Angela Merkel, eleita democraticamente. A declaração foi feita durante entrevista ao jornal espanhol El País. O próprio Lula divulgou o vídeo em redes sociais. Uma das jornalistas presentes rebateu Lula imediatamente. “Porque que a Angela Merkel pode ficar 16 anos no Poder e o Daniel Ortega não?”, questionou Lula durante a entrevista. Daniel Ortega, 76, é um ex-guerrilheiro que está no Poder do país latino-americano desde 2007 e vai para seu quarto mandato consecutivo, com 75,92% dos votos, mas os resultados não foram reconhecidos pelos EUA, pela União Europeia e por outros países da América Latina.

Durante sua participação no programa 3 em 1, da Jovem Pan, o comentarista Rodrigo Constantino analisou as declarações de Lula, dizendo que não foi um deslize, mas que o petista agiu dentro do método de seu partido e que mostrou que sua visão “nunca foi democrática”. “Alguns vão tratar como um deslize, como alguma coisa infeliz ou uma resposta atravessada. […] Outros vão entender o que é. Não há nenhuma surpresa, tem método, é a essência do PT. É a visão que o Lula tem e que nunca foi democrática. Lula fundou o Foro de São Paulo junto com Fidel Castro para resgatar na América Latina o que se perdeu no Leste Europeu: o comunismo e a ditadura. Lula é um golpista. Se ele não exerceu um golpe pleno no Brasil é porque faltou oportunidade. […] Nenhuma decisão do Lula é por convicção democrática. Ele não tem essa convicção, ele pode ser um calculista que entende que tem que dar um passo para trás para dar dois pra frente”, analisou Constantino.

Confira o programa desta terça-feira, 23: