Constantino: ‘Solução definitiva seria a privatização da Petrobras’

O comentarista do programa ‘3 em 1’ disse que a proposta estudada pelo governo federal tem sentido, mas defendeu que a privatização da estatal seria o melhor caminho para resolver a questão

  • Por Jovem Pan
  • 05/02/2021 18h17 - Atualizado em 05/02/2021 18h38
Jovem Pan/ 3 em 1Comentarista também elogiou as falas de Paulo Guedes

O presidente Jair Bolsonaro se reuniu com o o ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente da PetrobrasRoberto Castello Branco, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas,  e o ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque, para discutir o preço dos combustíveis. O encontro aconteceu durante a manhã desta sexta-feira, 5. De acordo com o presidente, o governo federal enviará um estudo ao Congresso sugerindo que o valor do ICMS incida sobre o preço do combustível na refinaria ou que um valor fixo seja determinado em cada estado. O presidente afirma que a mudança garantiria a “previsibilidade” para os caminhoneiros, visando conter a insatisfação da categoria e diminuir a possibilidade de uma nova greve. Durante sua participação do programa “3 em 1” desta sexta, o comentarista Rodrigo Constantino disse que “o caminho apresentado faz sentido”, mas que a solução ideal seria privatizar a Petrobras. “A proposta em si é boa. Mas tem muitos obstáculos. Porque há greve ou risco de greve com esse assunto? Porque a Petrobras é uma empresa estatal e, além de tudo, monopolista na área do refino. O caminho todo apresentado faz sentido. A dificuldade é tirar do papel. A solução definitiva seria aquela que o presidente já se mostrou simpático, que o governo tem como seu DNA, mas que não é politicamente viável nos próximos dois anos. Quem sabe num segundo mandato, se houver. Mesmo assim é muito difícil, que seria a privatização da Petrobras”, disse o comentarista.

Além disso, Constantino disse enxergar a ideia de Bolsonaro como uma espécie de aceno aos caminhoneiros, a fim de evitar uma possível nova greve da categoria. “A greve dos caminhoneiros é uma coisa muito sensível. O Brasil funciona à base de rodovias. A gente viu no governo Temer o estrago que isso causou. Estima-se em 1% de queda no PIB. O bolsonarismo estava apoiando os caminhoneiros. O presidente agora virou vitrine. Com medo de passar pela mesma situação, está tentando acenar e fazer afagos à categoria”, disse o comentarista, que continuou, elogiando o discurso de Bolsonaro e Paulo Guedes.  “O que nós vimos na fala do presidente ao lado de Paulo Guedes é musica para os ouvidos de quem entende as vantagens do liberalismo. Muita gente tenta comparar o governo Bolsonaro ao Lula e ao PT, mas ele teve hoje um momento muito de Thatcher. Não dá para imaginar algum petista, que não ia ter nunca um Paulo Guedes como ministro, falando as coisas que ele falou”, elogiou Constantino.

Assista à íntegra do programa ‘3 em 1’ desta sexta-feira: