Constantino: ‘Universidades federais viraram antro de drogas que vão além do marxismo’

Situação atual da educação no Brasil e falta de investimento do governo federal foram temas de debate entre os comentaristas do programa ‘3 em 1’ nesta segunda-feira, 15

  • Por Jovem Pan
  • 15/02/2021 18h20
Marcelo Camargo/Agência Brasil/01.11.2016Investimentos do governo em educação durante o governo Bolsonaro foram os menores desde 2015, quando Dilma estava no poder

Nos dois primeiros anos de gestão de Jair Bolsonaro, os gastos na área da educação foram os menores desde o ano de 2015, durante a crise econômica do governo Dilma Rousseff. O levantamento, da Folha de S.Paulo, ignora os gastos com salários e com o custeio geral da pasta da Educação, focando apenas nos gastos referentes à compra de insumos e equipamentos para laboratórios e obras. Em 2019, primeiro ano do governo federal no poder, o MEC executou apenas R$ 39 milhões das rubricas inscritas como “investimento”, valor equivalente a 6% do previsto no orçamento. Já em 2020 houve uma reação, foram R$ 60 milhões em investimentos. A situação atual da educação no Brasil e os baixos investimentos do governo federal na educação foram tema de debate entre os comentaristas do programa “3 em 1”, da Jovem Pan, nesta segunda-feira, 15.

Rodrigo Constantino afirma que a notícia do baixo investimento na Educação em um ano marcado por uma pandemia não tem tanta relevância quanto as outras notícias que envolvem o MEC nas últimas semanas. Ele cita a mudança de livros didáticos no ensino básico que sofreria “resistência de parlamentares de esquerda que querem a manutenção da ideologia de gênero em sala de aula” e fala da pressão de sindicatos de professores para que as turmas presenciais não voltem durante a pandemia da Covid-19. “Essas universidades federais todas viraram antros de drogas também, e eu não estou dizendo só do marxismo. Você pega na área de humanas e é isso aí, é essa porcaria toda que a gente já sabe e que alguns já começam a questionar se compensa o pagador de impostos continuar bancando isso”, afirmou. Ele esclarece que a reportagem não fala de salários, que segundo ele equivalem a mais de 90% do orçamento das universidades. “É um grande clube de máquinas de perpetuação de esquerdistas radicais fazendo doutrinação ideológica na cabeça da garotada e tudo isso bancado pelos nossos impostos”, afirmou. Para ele, não é de hoje que algo está errado no MEC e que os ministros Abraham Weintraub e Milton Ribeiro tentam “mexer nisso”.

Diogo Schelp voltou ao assunto e lembrou que o investimento é uma questão de longo prazo que importa para evitar o sucateamento da educação no país. “O governo Bolsonaro frequentemente acusa governos anteriores de ter sucateado a educação, mas a verdade é que o governo Bolsonaro segue com o sucateamento”, pontuou. Ele afirma que a pandemia não justifica a queda nos gastos, já que o levantamento também marca índices do ano de 2019, e cita que o MEC tem menosprezado a importância do ensino superior desde o governo de Weintraub. “Existe um preconceito quanto à produção de conhecimento na área de humanas, por exemplo, que é compreensível, porque se trata de uma área que estuda fenômenos políticos, sociais, e muitas vezes acaba produzindo críticas à visão de mundo que o governo Bolsonaro e seus apoiadores têm”, afirmou. O jornalista lembrou que essa é uma afirmação que não é verdadeira e que os estudantes têm capacidade de pensamento próprio. Para ele, a educação, assim como a saúde, são áreas que precisam ser prioridade e não são.

Marc de Sousa afirmou que a partir do descontrole fiscal causado na presidência de Dilma Rousseff no ano de 2015, quando o governo tinha o título de “pátria educadora”, o investimento em educação no país tem caído. “Mesmo com todo o esforço para colocar o rótulo no atual governo, o máximo que conseguiram foi comparar ao pior ano do governo de Dilma Rousseff”, afirmou. Ele lembra que o dinheiro investido no governo de Lula era voltado às universidades privadas por meio de financiamentos estudantis que sofreram uma série de denúncias de fraudes ao longo dos anos. O comentarista lembrou que as universidades e escolas foram as primeiras a fechar durante a pandemia e devem ser as últimas a abrir no país e disse que o problema da educação no Brasil é sistêmico e não vem de agora, o que clama por uma mudança. “Talvez o começo seja justamente repensar o quanto investimos do dinheiro do pagador de impostos em ensino superior. Eu me preocupo de verdade muito mais com o professor do ensino básico, que é mal pago, do que com os salários milionários de doutores das federais por aí”, opinou.

Confira o programa “3 em 1” desta segunda-feira, 15, na íntegra: