Piperno diz que saída de Alckmin aponta para ‘fragmentação e possível destruição do PSDB’

Comentaristas do programa 3 em 1, da Jovem Pan, analisaram impacto da saída do ex-governador para a sigla

  • Por Jovem Pan
  • 15/12/2021 18h09 - Atualizado em 15/12/2021 18h29
Reprodução/TV Globo Geraldo Alckmin "Fico preocupado de ver o Brasil ir para os extremos", afirmou Geraldo Alckmin

Depois de semanas de especulações, o ex-governador de São Paulo e ex-candidato à presidência da República Geraldo Alckmin anunciou sua saída do PSDB. A informação foi confirmada pelo político nesta quarta-feira, 15, através de suas redes sociais. Na publicação, Alckmin afirma que ao longo dos 33 anos no partido procurou dar o melhor de si para a legenda, mas pontua que chegou a hora que é a hora de procurar “um novo caminho”. “Um soldado sempre pronto para combater o bom combate com entusiasmo e lealdade. Agora, chegou a hora da despedida. Hora de traçar um novo caminho”, afirmou Alckmin. Além disso, o ex-governador agradeceu aos colegas de partido e afirmou que em breve irá anunciar seus próximos passos na política. Nas últimas semanas, o nome de Alckmin começou a ser especulado em uma chapa com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Até o momento, nenhum dos dois lados confirmou o acordo, mas em entrevista recente, Alckmin afirmou que Lula tem “apreço pela democracia” e que não existem diferenças entre os dois que não possam ser resolvidas.

Durante sua participação no programa 3 em 1, da Jovem Pan, o comentarista Fábio Piperno analisou o impacto da saída de Alckmin do PSDB, dizendo que a perda escancara um momento conturbado para o partido. Segundo ele, essa foi o maior golpe na história do partido e que o clima na legenda é de que “o último que sair apague as luzes”. “Do ponto de vista do simbolismo, esse é o maior golpe da história do PSDB. Jamais o PSDB perdeu um militante ou filiado com esse tamanho. Primeiro que Geraldo Alckmin é um dos 10 primeiros filiados ao partido. Ele é simplesmente a pessoa que mais tempo governou o Estado de São Paulo, sempre pelo voto direto. E é claro que esse é um movimento que aponta para a irrefreável fragmentação e quem sabe até para a destruição do partido. A impressão que passa em relação ao PSDB hoje é que o último apague a luz. O PSDB perdeu muitas lideranças nos últimos anos”, afirmou Piperno.

Confira o programa desta quarta-feira, 15: