Serrão: ‘Esperava-se que Witzel fosse retomar a honestidade na gestão pública e não foi o que aconteceu’

Declaração foi dada pelo comentarista durante sua participação no programa 3 em 1 desta sexta-feira, 30, no qual foi debatido o impeachment do agora ex-governador do Rio de Janeiro

  • Por Jovem Pan
  • 30/04/2021 18h01 - Atualizado em 30/04/2021 19h23
Andre Melo Andrade/Estadão ConteúdoGovernador foi afastado por liminar do STJ na semana passada

Com os sete votos necessários já alcançados, o Tribunal Especial Misto (TEM) do Rio de Janeiro aprovou, nesta sexta-feira, 30, o impeachment do governador afastado Wilson Witzel (PSC) – resta definir por quantos anos o ex-juiz ficará inelegível. Com isso, Witzel perde definitivamente o cargo e o governador em exercício Cláudio Castro (PSC) assume oficialmente o Palácio Guanabara. O processo foi iniciado em junho do ano passado, quando a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) decidiu, por unanimidade, dar prosseguimento ao caso. O pedido foi elaborado pelos deputados estaduais Luiz Paulo (Cidadania) e Lucinha (PSDB), que acusaram o governante de crimes de responsabilidade, incluindo suspeitas de superfaturamento na compra de respiradores para pacientes com coronavírus e construção de hospitais de campanha.

Durante sua participação no programa 3 em 1, da Jovem Pan, desta sexta, o comentarista Jorge Serrão disse que a política do Rio de Janeiro vem produzindo “catástrofes” nas últimas décadas e afirmou que a expectativa de que, com a eleição Witzel em 2018, as coisas fossem melhorar não foram cumpridas. “Há muito tempo essa política do Rio de Janeiro, há umas duas décadas, vem produzindo catástrofes eleitorais. Tem elegido gente que ou se mostra incapaz ou é capaz apenas de governar em cima da corrupção. O governo Sérgio Cabral foi um exemplo assustador disso. E esperava-se que, com a eleição de Wilson Witzel, fosse retomada a honestidade na gestão pública, afinal, quem tinha sido eleito era um ex-juiz federal, e não foi isso que aconteceu”, disse Serrão, que continuou: “Mais uma vez prevaleceu aquele princípio de que a estrutura do crime institucionalizado é quem manda na parada. É o verdadeiro inimigo da nação.”

Em seguida, o comentarista Rodrigo Constantino disse que Witzel “surfou” na onda bolsonarista das eleições de 2018 por oportunismo e defendeu que as investigações sobre irregularidades no combate à pandemia continuem indo atrás de governadores e prefeitos. “Surfou numa onda bolsonarista por puro oportunismo, se mostrou isso ai, corrupto, traidor, da própria base que o apoiou. É o Covidão, tem outros Estados que, pelo visto, vão atrás de outros governadores que também surfaram na onda bolsonarista e traíram sua base de apoio, da mesma forma. Veja os discursos que ele faz. ‘Você agora vai ser do partido do Bolsonaro’. Para de atacar os governadores e os prefeitos porque o alvo tem que ser só o presidente, enquanto que os indícios concretos, as provas, as evidências apontam todas para o tal Covidão”, disse Constantino, que concluiu: “É o começo. Tem que fazer todos eles pagarem pelos seus crimes”.

Confira a íntegra da edição do programa 3 em 1 desta sexta-feira, 30: