Thaís Oyama: Ao apoiar Russomanno, Bolsonaro não considera ‘histórico azarado’ do candidato

Presidente declarou apoio ao candidato do Republicanos nas eleições para Prefeitura de São Paulo, que acontecem em novembro

  • Por Jovem Pan
  • 06/10/2020 18h35
ETTORE CHIEREGUINI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDOO presidente Jair Bolsonaro anunciou apoio ao candidato Celso Russomanno na corrida pela Prefeitura de São Paulo

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira, 5, que apoiará o candidato do Republicanos, Celso Russomanno, na disputa para a Prefeitura de São Paulo. Após anunciar que não entraria nas eleições municipais, Bolsonaro disse que Russomanno é seu amigo de longa data e que “está pronto para ajudá-lo no que for preciso”. O apoio foi tema de debate entre os comentaristas do programa 3 em 1, da Jovem Pan. Para Thaís Oyama, o “presidente não tinha outra escolha na cidade”, mas deveria considerar o “histórico azarado” do candidato. “Bolsonaro e Russomanno tem várias coisas em comum. Ele é do Republicanos, partido do Bispo Edir Macedo, eles [Russomanno e Bolsonaro] já pertenceram também ao mesmo partido quando eram deputados, o PP, de Paulo Maluf e eles pertenciam a mesma categoria dos ‘deputados de baixo clero’, aqueles que não tem grande representatividade no Congresso. Então são contemporâneos e se conhecem desde essa época, nada mais natural que ele apoie o Russomanno, até porque no cenário de São Paulo ele não tem muitas escolhas”, disse.

“O problema para o presidente é o histórico de azarado do Russomanno. Essa é a terceira vez que ele concorre e nas outras duas vezes ele sempre largou na frente, como agora, mas depois chega lá e ele não fica nem no segundo turno. Por causa disso, ele ganhou o apelido de ‘cavalo paraguaio’ e por falar em cavalo, esse é um cavalo de pau do presidente, que disse que não ia apoiar ninguém nessas eleições. Ele apoia não só em São Paulo, mas apoia o Crivella no Rio, então está mergulhado até o pescoço nas eleições municipais ao contrário do que disse que faria”, completou. “A gente não pode esquecer. O presidente pode ter um desempenho pior nas próximas pesquisas, em função principalmente da inflação no preço dos alimentos que deve corroer um pouco a popularidade dele, mas ainda assim ele está no auge da popularidade e ele nunca foi tão aprovado com hoje. Então, ele é um grande cabo eleitoral nas eleições municipais”, completou.

Confira abaixo o programa do 3 em 1 desta terça-feira, 6, na íntegra: