Brasil tem ‘ricos culposos’ que votam em candidatos de esquerda, diz Arthur do Val sobre apoio de jovens a Guilherme Boulos

Político e ex-candidato à prefeitura de São Paulo nas eleições municipais de 2020 foi o convidado da edição desta quinta-feira, 10, do programa De Tudo Um Pouco

  • Por Jovem Pan
  • 10/12/2020 22h48 - Atualizado em 11/12/2020 09h03
Reprodução/ Twitter @arthurmoledovalArthur do Val ficou em quinto na corrida pela prefeitura de São Paulo.

Ex-candidato à prefeitura da cidade de São Paulo, o deputado estadual Arthur do Val, conhecido como Mamãe Falei, disse que a juventude apoia partidos de esquerda por “bondade”, mas que na verdade são iludidos. O político foi o convidado da edição desta quinta-feira, 10, do programa De Tudo Um Pouco, transmitido de terça a sexta no canal do Youtube da Jovem Pan Entretenimento e no Panflix às 21h. Ao ser questionado sobre a força de seu adversário na eleição de 2020 Guilherme Boulos (PSOL) com a juventude, Arthur falou que o Brasil tem “ricos culposos” e que , por isso, os jovens votam em candidatos de esquerda. “A gente tem no Brasil, especificamente em São Paulo, na elite paulistana, os ricos culposos, aqueles ricos que não tem intenção de ser ricos. O cara nasce numa família abastarda, fica com o peso na consciência, ele quer mudar o mundo e pensa ‘meu ato de bondade vai ser mostrada votando no número 50. Vou ser um iludido que vai votar nesse cara’.”, disse Arthur, que também comentou que o debate de determinadas questões no Brasil é difícil porque não existe uma “reação imediata” pois existem “inúmeras variáveis”, citando a demora para que decisões tomadas hoje surtam efeito na sociedade, gerando um conflito geracional.

Além disso, o deputado também disse que as pessoas têm a necessidade de se sentir parte de algo e que isso faz com que elas apoiem determiandas coisas. Para explicar seu ponto, Arthur citou o exemplo das ocupações das escolas contra a PEC 241, conhecida como “PEC do Teto de Gastos”. “As pessoas querem ter um senso de pertencimento. Quando você pega estudantes de 15, 16 e 17 anos travando uma escola em nome de uma PEC que vai acabar com os investimentos em educação o cara se sente o máximo. Pensa ‘to fazendo história, sou o caras pintadas da minha geração’, quando, na verdade, ele está sendo manipulado pelo seu professor de história”, argumentou o deputado. Por fim, o parlamentar também afirmou ser a favor de uma maior aproximação da população com os legisladores, dizendo que isso poderia aprimorar debates como o da descriminalização da maconha. 

Confira na íntegra a edição do De Tudo Um Pouco desta quinta-feira, 10: