Delegado cita histórico violento de jogador e diz que árbitro passou por ‘milagre’ após ser agredido

Em entrevista ao programa ‘Esporte em Discussão’, do Grupo Jovem Pan, Vinícius Lourenço de Assunção também falou sobre a reação do jogador do São Paulo-RS, que foi preso por tentativa de homicídio

  • Por Jovem Pan
  • 05/10/2021 14h05 - Atualizado em 05/10/2021 14h07
Reprodução/ FGF TVÁrbitro foi agredido durante partida válida pela Série A2 do Campeonato Gaúcho

William Ribeiro, jogador do São Paulo de Rio Grande do Sul, foi preso nesta terça-feira, 5, por tentativa de homicídio ao chutar a cabeça do árbitro Rodrigo Crivellaro, na partida diante o Guarani, válida pela Série A2 do Campeonato Gaúcho. Em entrevista ao programa “Esporte em Discussão”, do Grupo Jovem Pan, o delegado que atendeu a ocorrência, Vinícius Lourenço de Assunção, disse que o atleta já tem um histórico violento, com passagens pela polícia. “Este indivíduo tem histórico. Não é a primeira vez que ele se envolveu durante a carreira dele… Ele tem três antecedentes, sendo dois por lesão corporal. Então, já não é uma pessoa… Não dá para considerar um fato isolado. É uma pessoa que enfrentou acusações mais leves, mas sempre adotando um tom bastante explosivo”, revelou.

O incidente aconteceu aos 14 minutos do segundo tempo da partida realizada em Venâncio Aires, no Vale do Rio Pardo, no Rio Grande do Sul. De acordo com testemunhas, William partiu para cima de Rodrigo Crivellaro após ter recebido um cartão amarelo. Após derrubar o juiz com um soco, o jogador desferiu um forte chute na cabeça do dono do apito. Segundo o delegado, o fato do árbitro não ter sofrido uma lesão mais séria foi um “milagre”. “Na minha percepção, quando um jogador de futebol chuta a cabeça de um homem, ele assume um risco muito grande. Essa pessoa poderia ter morrido ou ter sofrido uma lesão gravíssima. Eu soube que o árbitro passa bem… Para mim, foi um milagre”, comentou Vinícius, citando que o juiz passa bem.

À JP, o delegado também contou o motivo de ter autuado o jogador por homicídio doloso. Caso seja condenado, ele pode pegar de 12 a 30 anos de reclusão. “Na ocasião, optei pela lavratura de prisão em flagrante do jogador pelo crime de tentativa de homicídio doloso, que é qualificado, pelo motivo simplório. Então, é um agravante. Ele foi encaminhado pela penitenciária local, ficando à disposição da Justiça”, disse, citando o comportamento do atleta. “Ele se reservou no direito de ficar em silêncio. Isso não causa nenhum prejuízo a ele. Mas foram ouvidas três testemunhas, que relataram a agressão. Ele agiu de forma bárbara. Ele assumiu um risco muito grande, poderia ter matado ou colocado o árbitro da partida em cadeira de rodas. É triste ver nossa comunidade ser foco de uma cobertura tão lamentável”, acrescentou.