Aloysio Nunes fala em “mito” sobre entrada de armas no País: “não vem por refugiados”
Com a entrada constante de venezuelanos no Brasil, o Governo afirmou que possui relações diplomáticas com o país vizinho, mas que “não há nada de muito concreto”.
Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, disse que há propostas do Mercosul e Governo brasileiro em temas como segurança de fronteiras e vigilância epidemiológica.
Questionado se há algum tipo de controle para que, junto aos refugiados, seja evitada a entrada de armas e drogas, o ministro falou em “mito” sobre o assunto. “Há todo um mito a respeito da entrada de armas pela fronteira na Venezuela. O tráfico de entorpecentes, armas, não vem por refugiados. Eles vem pra cá fugido de situações graves, desastres naturais, repressão, falta de oportunidade. Isso quem faz é crime organizado”, explicou.
Mesmo com a entrada massiva de refugiados no País, o ministro ressaltou que nem sempre os cerca de 160 mil venezuelanos que chegaram por aqui permanecem: “nem sempre ficam. Hoje, no Estado de Roraima temos cerca de 5 mil venezuelanos, dos quais 4 mil estão em abrigos. Temos sistema de controle nas fronteiras de documentos, vacinação e buscamos interiorizar e estimular a ir para outros lugares. Recebemos em São Paulo, Brasília, em Estados do Nordeste, buscamos a cooperação com organizações da sociedade civil, empresas”.
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