Após sanções dos EUA, Brasil também deve endurecer medidas contra o regime de Maduro

  • Por Jovem Pan
  • 07/08/2019 07h23
Isac Nóbrega/PRErnesto Araújo disse que gestão Bolsonaro deve proibir entrada de membros do regime no Brasil

O conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton, disse que o tempo para diálogo com o chavismo “acabou” e que o ditador Nicolás Maduro “está no fim da linha”. A declaração foi dada nesta terça-feira (6) em Lima, no Peru, durante uma conferência que discute a situação da Venezuela. O encontro contou com representantes de mais de 60 nações, inclusive o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Ernesto Araújo.

John Bolton comentou as sanções econômicas totais que foram impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, contra Caracas nesta segunda-feira (5).Ele disse que a sanção “cobre tudo o que tem a ver com o governo chavista” e “estende a autoridade para impor sanções a todos aqueles que cooperam ou apoiam qualquer elemento do governo da Venezuela”. O conselheiro também pediu uma ação internacional mais dura contra Maduro.

Em reação às sanções, o chanceler chavista, Jorge Arreaza, disse que a maioria das divisas da Venezuela em território norte-americano são da Citgo, uma subsidiaria da empresa estatal venezuelana de petróleo PDVSA.

Arreaza também classificou a medida como um roubo. “Nossas contas, que temos no Citibank, no Bank of América foram roubadas. Ladrões, ladrões e mil vezes ladrões”, disse. Em Caracas, ele disse que os Estados Unidos querem transformar o país em um palco para uma guerra geopolítica contra a Rússia e a China.

O autoproclamado presidente interino na Venezuela, Juan Guaidó, garantiu que as negociações com o governo chavista, sob mediação da Noruega, continuarão após o bloqueio. Ele também disse que a medida de Trump “não é um embargo ao país”, mas sim ao regime do ditador Nicolás Maduro, que faz “negócios às custas da fome dos venezuelanos”. “Isso não vai contra a Venezuela, vai contra um regime”, ressaltou.

Ainda nesta terça-feira (6), o chanceler brasileiro afirmou que o governo de Jair Bolsonaro (PSL) o elabora uma lista de altos funcionários do regime chavista cujo ingresso no Brasil será proibido.  A portaria interministerial que regula a proibição está em fase final para publicação.

*Com informações do repórter Afonso Marangoni