Após semana agitada, Senado Federal entra em recesso de 13 dias

A maioria dos parlamentes justifica a pouca atividade pela proximidade das eleições municipais, marcadas para 15 de novembro

  • Por Jovem Pan
  • 24/10/2020 13h07
Marcos Oliveira/Agência SenadoAlcolumbre afirma que irá colocar em pauta todos os vetos que estão pendentes

Após uma semana agitada com sabatina e a aprovação de Kassio Nunes Marques ao Supremo Tribunal Federal (STF), o Senado Federal só volta a se reunir no dia 3 de novembro. Ao todo, são 13 dias de intervalo entre a a última sessão e a próxima que está agendada. Esse é o segundo mini recesso dos senadores no mês de outubro. Antes de analisar as indicações de autoridades, a última sessão deliberativa tinha acontecido no dia 7 de outubro. A maioria dos parlamentes justifica a pouca atividade pela proximidade das eleições municipais, marcadas para 15 de novembro. Apesar do grande intervalo, o senado deve analisar em projeto importante no próximo encontro, o de autonomia do Banco Central, como destacou o presidente da Casa, Davi Alcolumbre. “Será uma agenda da muito importante do ponto de vista da economia. Especialmente, posso falar da votação que ficou definida hoje, que é a autonomia do Banco Central.”

Na mesma semana, entre 3 e 4 de novembro, estão estão previstas sessões conjuntas do Congresso para analisar vetos do presidente Jair Bolsonaro, como da desoneração das folhas de pagamentos. Após vários adiamentos, os parlamentares tentam chegar a um acordo para reunir quórum. Alcolumbre afirma que irá colocar em pauta todos os vetos que estão pendentes. Enquanto isso, a Câmara dos Deputados, que não realiza votações desde o dia 6 de outubro, tem sessão marcada para esta terça-feira, 27. Na pauta, além de três medidas provisórios, há destaque para o Projeto de Lei do governo federal que incentiva a cabotagem. A matéria é considerada por Paulo Guedes uma das prioridades para o fim de ano.

*Com informações do repórter Levy Guimarães