Chico Rodrigues atuava como ‘gestor paralelo’ da Saúde em Roraima, diz relatório da PF

Documento da Polícia Federal aponta que o parlamentar liderava um esquema de desvios de recursos

  • Por Jovem Pan
  • 23/10/2020 07h13 - Atualizado em 23/10/2020 08h14
Edilson Rodrigues/Agência SenadoA defesa dele nega as acusações e diz que Chico jamais interferiu indevidamente nos contratos de Roraima

O ministro do STF, Luís Roberto Barroso, tirou o sigilo do inquérito que investiga o senador Chico Rodrigues, afastado do cargo após as repercussões da operação em que foi flagrado dinheiro na cueca. O relatório da Polícia Federal aponta que o parlamentar liderava um esquema de desvios de recursos que seriam destinados ao combate a pandemia no Estado de Roraima. Segundo o documento, Chico Rodrigues atuava como um gestor paralelo da Secretaria de Saúde de Roraima, em que ele cobrava dinheiro de emendas parlamentares para o pagamento de empresas investigadas no esquema.

Ainda de acordo com a PF, a forma que o senador cobrava o pagamento indica que o parlamentar estaria atendendo não apenas aos interesses do Estado de Roraima, mas também aos seus próprios. Outro ponto do relatório diz que a estrutura parlamentar do senador, que inclui a atividade de duas assessoras, estaria sendo utilizada pela empresa privada de seu filho Pedro Arthur — o que, segundo a PF, evidenciaria desvio de função de ambas funcionários. Por ser o suplente, é Pedro Arthur quem vai assumir a vaga de Chico no Senado. A defesa dele nega as acusações e diz que Chico jamais interferiu indevidamente nos contratos de Roraima em prol de interesse privados.

*Com informações do repórter Levy Guimarães