Biden descarta envio de tropas à Ucrânia; guerra seria ‘catastrófica’ para Europa

Rússia já teria posicionado 100 mil soldados na fronteira com o país; especialista avalia reflexos do possível confronto para os europeus

  • Por Jovem Pan
  • 26/01/2022 06h40 - Atualizado em 27/01/2022 10h40
EFE/EPA/Oliver Contreras / POOL Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden Joe Biden enfatizou nesta terça-feira, 25, que uma ação militar russa no território será respondida com sanções significativas

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse que não enviará soldados para a Ucrânia, que teme uma invasão pela Rússia. Biden enfatizou nesta terça-feira, 25, que uma ação militar russa no território será respondida com sanções significativas, incluindo sanções ao presidente Vladimir Putin. Isso só deve acontecer se a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) decidir empregar forças de reação rápida no que diz respeito às tropas russas. A Rússia já teria posicionado 100 mil soldados na fronteira com a Ucrânia. Segundo Joe Biden, se Putin decidir avançar, seria a maior invasão desde a Segunda Guerra Mundial. O professor de relações internacionais da FMU, Manuel Furriela, destaca que se houver guerra, os efeitos na Europa serão “devastadores”.

“A Rússia nega que esteja fazendo qualquer tipo de movimentações de tropas com essa intenção, mas há sim o intuito de pressionar a Otan a recuar a sua intenção de ter a Ucrânia, a Geórgia e outros países como novos membros, também com o intuito de proteger seus interesses”, afirmou. Ele explica que o conflito armado não é interessante para os europeus, já que pode levar a um grande fluxo de refugiados. “Há uma dependência do gás russo e há um projeto em conjunto, entre a União Europeia e a Rússia, na construção de novos gasodutos que não passam pelas principais regiões de conflito. Então esse não é um momento para a Europa se indispor contra a Rússia.”

*Com informações da repórter Carolina Abelin