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Bolsonaro acredita que Brasil não terá ‘fôlego’ para manter auxílio emergencial

Presidente admitiu que impostos federais são elevados e disse que buscará entendimento com governadores e distribuidoras para redução dos valores

O presidente da República, Jair Bolsonaro, garantiu neste domingo, 29, que não há nenhum ministro “na marca do pênalti”, ou seja, ameaçado no momento. Nos últimos dias, surgiram especulações em torno de duas pastas: o Ministério da Economia, comandado por Paulo Guedes, e o Gabinete de Segurança Institucional, que tem como titular o general da reserva Augusto Heleno. O presidente falou com a imprensa na porta da  Escola Municipal Rosa da Fonseca na Vila Militar, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, de forma improvisada, por mais de 30 minutos e abordou vários temas, incluindo o auxílio emergencial que, em tese, termina no final deste ano. Bolsonaro afirmou que a continuidade ou não é uma decisão do Ministério da Economia. No entanto, ao ser um pouco mais questionado, o mandatário afirmou que o impacto fiscal do auxílio concedido neste ano já foi muito elevado e muito provavelmente o país não tem fôlego e espaço para continuar com o projeto.

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“O auxilio não foi direito do cofre, foi endividamento. O total mais de R$ 700 bilhões de endividamento. O Brasil aguenta?”, disse. O presidente também chamou atenção para algumas especulações sobre a possibilidade de um recuo na flexibilização da quarentena devido ao avanço da Covid-19. Para Bolsonaro, se a decisão foi tomada, as cidades e estados podem, literalmente, quebrar. A interpretação dele é que não estamos vivendo uma segunda onda do coronavírus, mas sim pessoas que estavam na quarentena em casa, após a flexibilização, começaram a se expor um pouco mais e acabaram pegando o vírus.

*Com informações do repórter Rodrigo Viga

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