Brasil adere a programa da Nasa que quer levar homem de volta à Lua em 2024

Segundo presidente Jair Bolsonaro, participação no Projeto Artemis demonstra que o país está ‘alinhado’ com o mundo

  • Por Jovem Pan
  • 16/06/2021 06h46 - Atualizado em 16/06/2021 10h04
GABRIELA BILó/ESTADÃO CONTEÚDOProjeto Artemis pretende levar a primeira mulher e o próximo homem à Lua em 2024, além de a primeira pessoa negra

O presidente Jair Bolsonaro comemorou, nesta terça-feira, o que chamou de “alinhamento” do Brasil com o resto do mundo. No Palácio do Planalto, ele participou da assinatura de um acordo que oficializa a participação brasileira no Projeto Artemis. O programa, da Agência Espacial dos Estados Unidos, a NASA, pretende levar a primeira mulher e o próximo homem à Lua em 2024, além de a primeira pessoa negra. Além do acordo, Bolsonaro destacou o apoio recebido pelo Brasil em votação que garantiu, na semana passada, um assento não permanente no Conselho de Segurança da ONU. “Nós sabemos que uma boa imagem vale mais de um milhão de palavras. Nós temos aqui mais do que uma boa imagem, um grande acordo. Agradeço ao governo americano por ter colaborado para que nós entrássemos nesse seleto grupo, bem como outros países aqui presentes. Demostra que o Brasil é um país que tem admiração, tem o reconhecimento do mundo todo.”

O Brasil é o único país da América Latina e o 12º no mundo a entrar para a lista de parceiros do projeto da NASA. O projeto também estabelece diretrizes de exploração do espaço, além visar desenvolver as tecnologias necessárias para organizar uma futura missão humana a Marte. O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcos Pontes, comemorou o acordo. “O que a gente vai assinar aqui podia dizer que é um pequeno passo para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e um grande salto para o projeto espacial brasileiro. Nós temos muitas vantagens dessa participação também, a vantagem dessa participação: isso vai permitir o engajamento das nossas unidades, a preparação dos nossos recursos humanos na preparação de tecnologia em diversas áreas”, disse. Segundo ele, por enquanto, não há previsão de investimentos por parte do governo brasileiro.

*Com informações da repórter Beatriz Manfredini