Brasil vê ‘projeto autoritário’ em andamento no país, diz Fachin

Para o ministro, nas eleições de 2022, a população terá que fazer uma escolha entre um projeto democrático e um autoritário

  • Por Jovem Pan
  • 01/09/2020 06h10 - Atualizado em 01/09/2020 08h36
Marcelo Camargo/Agência BrasilNa visão do ministro, esse pensamento também menospreza questões como o meio ambiente, os povos indígenas e quilombolas

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, disse que está em andamento no país um projeto autoritário. Em uma videoconferência com acadêmicos da Universidade Federal do Paraná, ele mencionou o que classifica como “endoautoritaristmo”. Segundo o ministro, seria um pensamento “com verniz democrático e, por dentro, as instituições serem corroídas a tal ponto de que o hospedeiro, que é a democracia, seja destruído pelo parasita, que é o autoritarismo”. Na visão do ministro, esse pensamento também menospreza questões como o meio ambiente, os povos indígenas e quilombolas. Ele classificou como “agenda pré-88”, em referência ao ano em que foi promulgada a Constituição. Para Edson Fachin, nas eleições de 2022, a população terá que fazer uma escolha entre um projeto democrático e um autoritário.

Edson Fachin, que também é vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral e vai comandar o TSE em 2022, disse que é necessário produzir confiança no processo eleitoral. Segundo ele, a democracia não se garante apenas no processo de votação popular, mas também no respeito ao que chamou de “estrutura simbólica” formada ao fim do processo. Também nas palavras do ministro, “soa inadmissível que até mesmo quem tenha saído vencedor nas urnas venha a questionar a credibilidade da Justiça Eleitoral.”

*Com informações do repórter Levy Guimarães