Butantan vai pedir autorização à Anvisa para uso emergencial da CoronaVac nesta sexta

Vacina apresentou eficácia de 78% em casos leves, chegando a 100% em casos mais graves da Covid-19

  • Por Jovem Pan
  • 08/01/2021 06h47 - Atualizado em 08/01/2021 10h22
Instituto Butantan/DivulgaçãoAtualmente, o Butantan tem disponível mais de 10 milhões de doses do imunizante

O Instituto Butantan vai formalizar nesta sexta-feira, 8, o pedido de uso emergencial da CoronaVac. Representantes da entidade tiveram duas reuniões com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária nesta quinta-feira, 07. Os encontros ocorreram no mesmo dia em que o governo de São Paulo anunciou que a vacina, desenvolvida em parceria com a chinesa Sinovac, tem eficácia de 78% em casos leves, chegando a 100% em casos mais graves. Sendo a confirmação da porcentagem foi motivo de comemoração de pesquisadores do Butantan. O relatório completo com os dados da última fase de testes foi entregue à Anvisa e deve ser publicados em revistas científicas em breve. Emocionado, o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, classificou os últimos meses como “uma saga”. “Saga de luta diária, muitas vezes sanguinolenta, muitas vezes a luta contra o ódio, a incompreensão, contra a falta de visão do que é uma vacina em uma pandemia.”

O governador de São Paulo, João Doria, agradeceu aos mais de 12 mil voluntários que participaram dos testes. “Hoje, infelizmente, chegaremos à terrível, triste e trágica marca de 200 mil brasileiros que perderam vida pra Covid-19. Portanto hoje, 7 de janeiro, é o dia da vida, da existência.”, disse. O Butantan estuda aumentar o espaçamento entre a primeira e a segunda dose para agilizar a cobertura vacinal. O intervalo ideal é de duas semanas, mas o instituto afirma que pode ser de 28 dias. Com o anúncio da eficácia, o governo mantém o início da vacinação no estado para o dia 25 de janeiro. Atualmente, o Butantan tem disponível mais de 10 milhões de doses do imunizante – o que seria suficiente para a primeira fase. Até a primeira quinzena de fevereiro, mais 35 milhões de doses devem desembarcar em São Paulo.

*Com informações da repórter Nanny Cox