Campanha ‘Mulheres Também Infartam’ alerta para riscos cardíacos entre mulheres

Apesar de 20% das mulheres sofrerem com doenças cardíacas, poucas delas visitam médico; risco de infarto é maior em mulheres acima dos 55 anos

  • Por Jovem Pan
  • 07/11/2020 10h03
Pixabay / Creative Commons/07.11.2020Risco de doenças cardíacas são maiores nas mulheres com mais de 55 anos

Dona Eni tem 73 anos e conta que em 2017 começou a sentir o corpo suar e dores no peito. Apesar de ter histórico familiar de problemas cardíacos, com o pai vítima de cinco infartos, não desconfiou da condição. Depois da piora dos sintomas ela decidiu procurar ajuda e descobriu que se demorasse mais um pouco, teria infartado. Em agosto deste ano, dona Eni, voltou a sentir dores no peito e logo procurou o cardiologista. “Estava com uma arritmia muito forte e meu coração batia diferente, o médico explicou”, disse. Dados da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e cardiologia intervencionista apontam que as doenças cardiovasculares matam cerca de 8 milhões de mulheres por ano. Oito vezes mais, do que as mortes por câncer de mama. Preocupada com o tema, a entidade lançou a campanha “Mulheres Também Infartam”. A idéia é chamar a atenção deste público, sobre a importância de cuidar do coração.

Segundo a cardiologista Viviana Lemke, uma em cada cinco mulheres adultas sofre de doenças cardíacas, mas, apesar disso, poucas visitam o cardiologista regularmente. Os sintomas de infarto entre mulheres e homens, costumam ser diferentes: enquanto eles costumam sentir dor no peito, as mulheres podem apresentar sintomas atípicos, como náuseas, dores no estômago e falta de ar. “A campanha vai ter muitos vídeos de mulheres reais, mulheres jovens, mulheres mais idosas, mulheres obsesas, hipertensas, mulheres até sem fatores de risco para infarto, mas que infartaram”, afirmou. O risco de infarto é maior em mulheres com mais de 55 anos. “Uma pessoa já está no grupo de risco e tem algum sintoma desses não deve ser desprezada. Agora, uma pessoa que não está no grupo de risco, se um sintoma desses aparece, é persistente, deve procurar também”, afirmou Lemke. O histórico familiar também deve ser levado em conta, além da obesidade e doenças como diabetes e hipertensão.

* Com informações da repórter Caterina Achutti