Caso Covaxin: CGU ainda não concluiu investigação sobre a Precisa Medicamentos

Segundo ministro Wagner Rosário, foram encontrados problemas na procuração usada pela empresa para confirmar seu papel como representante da Barath Biotech no Brasil

  • Por Jovem Pan
  • 11/08/2021 08h07 - Atualizado em 11/08/2021 09h58
Gustavo Sales/Câmara dos Deputados Wagner Rosário participa de audiência pública Em auditoria já apresentada, a CGU informou que não detectou irregularidades por parte do governo federal no acordo

A Controladoria-Geral da União (CGU) ainda investiga se a empresa Precisa Medicamentos poderia atuar como representante da farmacêutica indiana Barath Biotech para a venda da vacina Covaxin no Brasil. A negociação está sendo tema da CPI da Covid-19 no Senado Federal, após denúncias apresentadas pelo deputado federal Luís Miranda. Em auditoria já apresentada, a CGU informou que não detectou irregularidades por parte do governo federal no acordo. O contrato já foi cancelado pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Em audiência pública na Câmara dos Deputados, ministro Wagner Rosário afirmou que foram encontrados problemas na procuração que dá à Precisa poder de representante. “Verificamos que o documento denominado procuração constante no processo de contratação, que foi apresentado pela Precisa Medicamentos para confirmar os seus reais poderes como representante da Barath Biotech, não foi emitido pela empresa indiana.”

Durante a audiência, Wagner Rosário também falou sobre o caso do suposto “orçamento secreto” do governo federal. Em maio, o jornal Estado de São Paulo afirmou que R$ 3 bilhões teriam sido liberados em emendas pelo Ministério do Desenvolvimento Regional para ampliar a base de apoio do presidente Jair Bolsonaro no Congresso Nacional. O dinheiro teria sido usado para compra de tratores e equipamentos agrícolas por preços acima dos valores de referência. Em nova reportagem publicada nesta semana, o jornal informou que a Controladoria-Geral da União vê “risco extremo de sobrepreço no “tratoraço'”. Segundo Wagner Rosário, a informação publicada é “preliminar”. “Todo relatório da CGU a gente finaliza, fazemos uma primeira versão, vai ao Ministério, se manifesta, retorna para a equipe, tem a busca de solução conjunta. A informação que tenho é que os preços foram repactuados dentro do que foi acertado e o repórter teve acesso a esse relatório preliminar, que estava em uma situação ainda de não publicação”, disse. O ministro afirma que, havendo indícios de corrupção, a CGU vai adotar as providências devidas.

*Com informações do repórter Vitor Brown