CPI da Covid-19 vota relatório final nesta terça e deve pedir indiciamento de 78 pessoas

Nesta segunda-feira, 25, o vice-presidente da comissão, Randolfe Rodrigues, informou que mais 10 nomes serão incluídos no documento

  • Por Jovem Pan
  • 26/10/2021 07h12 - Atualizado em 26/10/2021 10h38
MATEUS BONOMI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDOSegundo Randolfe Rodrigues, mais 10 pessoas serão incluídas nos pedidos de indiciamento, chegando a 78 nomes apontados

A CPI da Covid-19 vota nesta terça-feira, 26, o relatório final do senador Renan Calheiros. Ele vai propor o banimento do presidente Jair Bolsonaro das redes sociais. A proposta se baseia na transmissão ao vivo em que o chefe do Executivo relaciona a vacina contra a Covid-19 e a Aids. Calheiros informou que vai pedir uma medida cautelar no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o presidente. A live de Bolsonaro foi retirada do ar pelo Facebook e pelo Youtube. Ao mesmo tempo, o ministro Luís Roberto Barroso enviou à Procuradoria-geral da República (PGR) um pedido dos partidos de oposição para investigar a live do presidente. A decisão, no entanto, não significa que Bolsonaro será investigado, já que caberá à PGR analisar se há elementos para abrir um inquérito contra o mandatário.

Os partidos alegam que o presidente mentiu sobre a vacinação usando um site conspiracionista e conhecido por disseminar fake news. Eles consideram que a postura representa um ato criminoso e desrespeitoso com as vítimas da Covid-19. Ainda no âmbito da CPI, o senador Fabiano Contarato pediu que o relator Renan Calheiros inclua genocídio indígena entre os crimes de Bolsonaro. Segundo o parlamentar, o governo federal nada fez para garantir a vida e a saúde desses povos. Além da CPI, o senador informou que vai levar a denúncia à COP-26, Conferência do Clima, que acontece em novembro. Após reunião nesta segunda-feira, 25, o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues, informou que mais 10 pessoas serão incluídas nos pedidos de indiciamento. Ao todo, serão 78 nomes.

*Com informações do repórter João Vitor Rocha