Comissão da Câmara aprova requerimento que pede explicação de Moraes sobre censura nas redes sociais

Apesar do convite, deputados da base do governo acreditam que o ministro não irá comparecer ao Congresso para se justificar

  • Por Jovem Pan
  • 14/12/2022 11h47
Elaine Menke/Câmara do Deputados Sanderson Deputado Federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) é o signatário do documento

Uma comissão da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira, 13, um requerimento que pede explicação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, sobre censura nas redes sociais. O requerimento aprovado é do vice-líder do governo Bolsonaro na casa, deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS).  O texto convida o presidente do Tribunal Superior Eleitoral para esclarecer a suspensão de perfis de parlamentares nas redes sociais. Sanderson defendeu que o ministro compareça: “Que essse sujeito, esse juiz, que não é o dono do Brasil, não está acima da lei, esclareça de forma específica porque três deputados federais que não mataram, não roubaram, apenas fizeram críticas… E a missão de um deputado é criticar, ou ele quer só que seja aplaudido em rede social? Três deputados federais nossos foram lá, criticaram numa democracia. Ele [Moraes] foi lá e cancelou”. Entre os deputados que tiveram as contas suspensas estão Coronel Tadeu e José Medeiros, ambos do PL, partido do presidente Jair Bolsonaro.

O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), presente na sessão, votou a favor, mas lamentou ao considerar que Moraes não vai comparecer: “Nós sabemos que o ministro Alexandre de Moraes não virá, porque ele não respeita o parlamento. Tanto não respeita que viola decisões, inúmeros dispositivos constitucionais, a começar pela imunidade parlamentar por quaisquer opinões, palavras e votos, censurando parlamentares, inclusive mandando prender e restringirmos as suas liberdades”, disse Hattem. O deputado delegado Pablo (União-AM) considerou importante o convite e também que o parlamento se manifeste sobre o que considera abuso por parte do STF. “Aqui nós temos parlamentares de esquerda, de direita, de centro, cada um expondo sua opinião e defendendo as categorias e classes que acreditam ser importantes. A partir do momento em que a gente tem um dito poder moderador que censura, que chega e diz o que é certo e o que é errado. Agora se diz o que é certo e errado se fala. Então eu arrumei um novo pai para mim, uma nova mãe, que está dizendo o que eu vou ter que dizer, o que é certo e errado”, pontuou.

*Com informações da repórter Carolina Abelin

Comentários

Conteúdo para assinantes. Assine JP Premium.