Convenções decidem candidatos à Presidência; quadro pode mudar diante de indefinição petista

  • Por Jovem Pan
  • 06/08/2018 07h04 - Atualizado em 06/08/2018 08h08
Tiago Queiroz/Estadão ConteúdoPor ora, Fernando Haddad é colocado como vice de Lula em chapa pura à Presidência

As eleições presidenciais deste ano começam a tomar forma com o fim das convenções partidárias, neste final de semana. Catorze candidatos disputarão a preferência do eleitorado, três nomes a mais que nas eleições de 2014.

Boa parte do tom dos discursos das convenções foi pautado pelo fim da corrupção no Brasil.

Álvaro Dias, do Podemos, formará chapa com Paulo Rabello de Castro, do PSC, e anunciou que em seu governo convidará o juiz Sérgio Moro para ser ministro da Justiça: “a limpeza não terminou, tem que continuar. E por isso anuncio que vou convidar para ser ministro da Justiça, se aceitar, o juiz Sergio Moro”.

O tucano Geraldo Alckmin, que terá como vice a senadora Ana Amélia, do PP, fechou a maior aliança com partidos do Centrão, e terá quase metade do tempo de rádio e TV.

Na convenção que aclamou seu nome, Alckmin disse que não há tempo a perder em meio a tempos de desemprego e corrupção: “sou candidato para buscar um mandato que pode ser resumido em uma frase. Vamos mudar o Brasil e devolver aos brasileiros a dignidade que lhes foi roubada”.

Marina Silva, da Rede, fechou chapa com Eduardo Jorge do PV dizendo que essa aliança não é de conveniências. Em tom mais ameno, disse que seu projeto é o mais preparado e em melhores condições de unir o Brasil: “não temos a pretensão de ser os donos da verdade [sic]. Sabemos que ela não está com nenhum de nós, e é por isso que desde 2010 tenho dito que vamos fazer um realinhamento político, acabar com oposição cega”.

Lula também foi aclamado como candidato à Presidência pelo PT, mesmo depois de condenado e preso desde abril pelo caso do tríplex do Guarujá.

No ato do partido, uma carta feita pelo ex-presidente foi lida pelo ator Sérgio Mamberti convocando a militância petista: “é enorme a responsabilidade que temos pela frene com a decisão que vai nos conduzir com uma luta pelo Brasil. E a vitória irá depender do empenho de cada um de nós”.

Jair Bolsonaro, do PSL, fechou apoio com o PRTB, anunciando como vice o general Hamilton Mourão, um dos nomes que já era cotado nos bastidores.

Ciro Gomes, do PDT, anunciou o nome da senadora Kátia Abreu, defensora de Dilma à época do impeachment, como vice em sua chapa.

Em outra chapa pura, João Amoêdo, do Partido Novo, concorrerá com o professor Christian Lohbauer, que inicialmente seria candidato ao Senado.

Na quinta-feira, Henrique Meirelles, do MDB, compôs a chapa pura com Germano Rigotto, ex-governador do Rio Grande do Sul.

João Goulart Filho, do PPL, será candidato a presidente com o professor Léo Alves, do mesmo partido, como vice. Cabo Benevuto Daciolo concorrerá à Presidência pelo Patriota, levando em sua chapa a pedagoga Suelene Nascimento.

A Democracia Cristã lançará o nome de José Maria Eymael com o pastor Helvio Costa como vice.

Manuela D’Ávila, do PCdoB, retirou sua candidatura após acordo nacional firmado com o PT para apoiar a chapa de Lula e Fernando Haddad, mas que ela pode compor como vice do ex-prefeito paulista quando se confirmar a inelegiblidade do ex-presidente.

Guilherme Boulos, do PSOL, concorrerá com a ativista indígena Sônia Guajajara, do mesmo partido. Por fim, pelo PSTU, também em chapa pura, a candidata à Presidência será Vera Lúcia, tendo como vice o professor Hertz Dias.

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*Informações do repórter Fernando Martins