CPI pedirá retratação de Bolsonaro sobre falas relacionando vacina e Aids, diz senador

Segundo Humberto Costa, o episódio será apresentado no relatório final da comissão como ‘mais uma ação de desinformação’ do presidente da República

  • Por Jovem Pan
  • 26/10/2021 10h07 - Atualizado em 26/10/2021 10h36
ANTONIO MOLINA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO - 07/10/2021 Expectativa é que ao menos 78 pedidos de indiciamento sejam apresentados no relatório, o que inclui empresas, agentes públicos e privados

Os onze senadores titulares da CPI da Covid-19 votam na manhã deste terça-feira, 26, o relatório final preparado por Renan Calheiros. A expectativa é que ao menos 78 pedidos de indiciamento sejam apresentados no documento, o que inclui empresas, agentes públicos e privados e alguns outros nomes, como o do governador do Amazonas, Wilson Lima, tema de divergência entre os membros do chamado G7 do colegiado. Além dos indiciamentos, o relatório também deve mencionar as declarações recentes do presidente Jair Bolsonaro, feitas durante transmissão nas redes sociais, de que a vacina contra a Covid-19 estava associada a Aids. “Vamos registrar esse fato como mais uma ação de desinformação feita pelo presidente e vamos apresentar ao STF um pedido para que determine que o presidente desfaça os argumentos falsos que ele divulgou, sob pena de pagamento de multa diária. Caso isso não aconteça, temos um ofício que pede o banimento do presidente das redes sociais”, assegurou o senador Humberto Costa, em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan.

Ainda sobre os possíveis desdobramentos da comissão, o parlamentar disse esperar que o procurador-geral da República, Augusto Aras, que deve receber o relatório a CPI da Covid-19, “cumpra o seu dever e haja de maneira coerente”. “Pessoa que construiu uma carreira muito consolidada em torno dos ideais do comprimento da Justiça e, como tal, acredito que ele deverá fazer o que a Constituição prevê. Se o fizer, ele vai dar seguimento às demandas da CPI no sentido que sejam abertos processos contra o presidente da República e outros atores que tem um foro especial”, conclui.