Doria: Precisamos manter isolamento acima de 50% para cumprirmos projeto de reabertura

  • Por Jovem Pan
  • 24/04/2020 08h16 - Atualizado em 24/04/2020 09h04
Bruno Escolástico/Estadão ConteúdoO governador de SP disse que a dicotomia sobre o assunto é prejudicial para a própria população

O governador do Estado de São Paulo, João Doria, reforçou as necessidade de manter a taxa de isolamento social acima de 50% para que a flexibilização da quarentena realmente aconteça, de forma gradual, a partir do dia 11 de maio.

Em entrevista ao Jornal da Manhã, Doria afirmou que todas as decisões estão sendo pautadas na ciência, na medicina e na saúde. “Nenhuma decisão aconteceu por ordem pessoal, política ou sob pressão.”

Na quarta-feira (22) o Estado de São Paulo registrou o índice de isolamento em 48% e, de acordo com Doria, isso acendeu um sinal amarelo. “Para cumprir nosso projeto de flexibilização a partir do dia 11. Se isso não ocorrer, quem vai determinar se podemos reabrir ou não será a medicina. Abaixo de 50% é difícil avançar nessa decisão.”

João Doria disse que a dicotomia sobre o assunto é prejudicial para a própria população, que não sabe se deve seguir as orientações do presidente Jair Bolsonaro ou dos governos estaduais.

Bolsonaro só não piorou as coisas porque os estados entenderam a necessidade do isolamento. Quando você tem duas direções, fica mais difícil para as pessoas definirem para onde devem seguir. Não é uma gripe ou resfriado, os números de mortes e a curva crescente mostram isso. Isolamento social é a única cura possível nesse momento.”

São Paulo ‘não teve lockdown’

Doria enfatizou que em nenhum momento foi decretado lockdown no Estado e, por isso, foi possível manter 74% da economia funcionando durante a quarentena. “Nem temos previsão nesse momento sobre isso.”

“Como já dito, se mantivermos um patamar mínimo de 50% no isolamento, a partir do dia 11 podemos ter a flexibilização heterogenia e com adoção de protocolos. Até lá as pessoas não podem relaxar.”

O governador também disse considerar as decisões do Ministério da Saúde se forem técnicas e não políticas. “Se as decisões da pasta forem fundamentadas tecnicamente, como acontecia com Mandetta, não há razão para não seguirmos as orientações. Se Nelson Teich seguir nessa linha, estaremos juntos.”